prefeitura municipal de taubatéFoto: Igor Raphael/Portal Inside
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O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) voltou atrás e negou o pedido de liminar feito pela Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) que pretendia suspender o pagamento de benefícios a 2.837 servidores públicos municipais de Taubaté. A decisão, tomada no âmbito de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), garante a manutenção dos depósitos nas folhas de pagamento a partir deste mês de setembro.

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A suspensão temporária dos pagamentos havia sido concedida inicialmente no final de agosto. No entanto, após recurso interposto pela Prefeitura de Taubaté, o desembargador Afonso Faro Jr., do Órgão Especial do TJ, reconsiderou o posicionamento e indeferiu a medida cautelar.

Fundamentos Jurídicos da Decisão e Alcance da Medida

Para reverter a suspensão do pagamento dos adicionais, a decisão do Tribunal de Justiça baseou-se em dois argumentos centrais do direito administrativo:

  • Inexistência de urgência extrema: A legislação municipal questionada está em vigor há mais de 35 anos, desde dezembro de 1990, o que afasta o caráter imprevisível ou emergencial alegado no pedido do Ministério Público.
  • Segurança jurídica e modulação: Em julgamentos definitivos dessa natureza, a Corte costuma fixar prazo de adaptação de até 180 dias para o município readequar as normas, tornando temeroso o corte imediato de verbas de caráter alimentar.
  • Beneficiários alcançados: A medida beneficia diretamente 2.390 servidores que recebem adicional de insalubridade (variação de 10% a 40%), 400 contemplados com o adicional de risco de vida (30%) e 47 com periculosidade (30%).

Contestação do Ministério Público e Histórico da Lei

A Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pela PGJ contesta a estrutura do Código de Administração do Município de Taubaté. O órgão sustenta que a definição dos cargos beneficiados pelos adicionais deveria constar diretamente no texto legal aprovado pela Câmara Municipal, e não ser disciplinada por meio de decretos do Poder Executivo.

Além disso, a PGJ questiona alteração aprovada em julho de 2025 que estendeu o adicional de risco de vida a 11 categorias profissionais, alegando que o perigo já é inerente às atribuições rotineiras desses cargos. O mérito da ação será apreciado de forma definitiva pelo colegiado de 25 desembargadores do Órgão Especial do TJ-SP, em data ainda a ser designada.

Tribunal de Justiça de São Paulo TJSP
Foto: ASSETJ

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Tribunal de Justiça suspende legislação que autorizava pagamento de adicionais a servidores em Taubaté

Tribunal de Justiça reconsidera decisão e garante pagamento de adicionais a servidores de Taubaté Contribua usando o Google
Igor Raphael Portal Inside

By Igor Raphael

Igor Raphael é jornalista e colunista, atual acadêmico de Direito na UNITAU, com atuação voltada à cobertura política e cotidiana do Vale do Paraíba e Nacional. Desenvolve análises sobre decisões do poder público, bastidores institucionais e comunicação política, aliando apuração factual à leitura crítica do cenário público. Ao longo de sua trajetória, tem se dedicado ao acompanhamento de temas de interesse coletivo, com foco na realidade regional, valorizando a pluralidade de fontes, o debate qualificado e a responsabilidade editorial.