Médicos e fisioterapeutas realizaram um apitaço na manhã desta terça-feira (8) em frente ao Hospital Municipal Universitário de Taubaté (HMUT) para protestar contra o atraso nos pagamentos referentes aos serviços prestados em julho. Com narizes de palhaço e cartazes, os profissionais cobraram o repasse dos honorários, que continuam pendentes mesmo após a troca na administração da unidade de saúde.
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A manifestação ocorre mais de um mês após a transição na gestão do hospital. Em 1º de agosto, a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) assumiu o HMUT em caráter emergencial por contrato assinado com a Prefeitura de Taubaté. A alteração marcou o encerramento do vínculo com o Grupo Chavantes, que administrou o hospital até 31 de julho.
Impasse Contratual, Alegações e Posicionamento da Prefeitura
A manifestação expôs um impasse financeiro e administrativo entre a antiga Organização Social (OS) e a gestão municipal:
- Cobrança da ex-gestora: Em nota, o Grupo Chavantes afirmou que os valores reclamados pelos médicos referem-se estritamente ao mês de julho, período anterior à chegada da SPDM. A entidade sustenta que depende do repasse de recursos públicos contratuais da Prefeitura para quitar os serviços e cobrou a formalização dos haveres do contrato encerrado.
- Versão do município: A Prefeitura de Taubaté, sob a gestão Sérgio Victor (NOVO), declarou por meio da Secretaria Municipal de Saúde que a responsabilidade pelo pagamento dos profissionais contratados é da OS que geria o hospital no período. A administração municipal informou que o encontro de contas definitivo com o Grupo Chavantes ainda não foi concluído e que o processo de prestação de contas segue sob análise administrativa e judicial.
- Manutenção do atendimento: A Secretaria de Saúde informou que o ato promovido pelos profissionais não afetou a assistência prestada aos pacientes nem o funcionamento das alas do hospital.
Além dos honorários médicos, o Grupo Chavantes pontuou que pendências relacionadas às rescisões e obrigações trabalhistas de funcionários seletistas da antiga operação continuam em discussão com órgãos e entidades sindicais da categoria.

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