O portal Inside realizou uma pesquisa de opinião pública sobre a administração municipal de São José dos Campos, por meio de formulário online que ficou disponível até Julho de 2026. O levantamento não tem caráter eleitoral. O objetivo foi mapear a percepção de quem se dispôs a responder sobre serviços públicos, impostos, atuação do Executivo e do Legislativo, sem vínculo com qualquer campanha, partido ou candidatura.
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O formulário online reuniu 823 respostas válidas. Os participantes avaliaram dez áreas de políticas públicas em escala de 1 a 10, responderam sobre a avaliação geral do mandato do prefeito Anderson Farias (PSD), apontaram secretários e vereadores que, na visão deles, se destacavam (ou não) e informaram dados de perfil, como bairro, idade, escolaridade, gênero, profissão e autoidentificação ideológica.
É importante deixar claro desde o início: trata-se de uma amostra. Quem respondeu o fez de forma voluntária, pela internet. O grupo tem escolaridade elevada (75,2% com superior completo ou pós-graduação), peso maior de pessoas com 45 anos ou mais e presença relevante de autodeclarados de direita e centro-direita. Os números descrevem esse conjunto de respondentes. Não representam, de forma estatística, o eleitorado joseense como um todo. Ainda assim, o retrato que emerge é consistente e merecedor de atenção.

O Panorama geral da Pesquisa
A média das dez áreas temáticas avaliadas ficou em 7,96 numa escala de 1 a 10. Todas as áreas passaram da nota 6,9. Educação, Cultura/Esporte e Meio Ambiente concentraram as melhores avaliações. IPTU e Taxa do Lixo foram as relativamente mais criticadas, ainda assim com médias próximas de 7 e medianas de 8.
Na avaliação direta do mandato do atual prefeito, 86,5% dos respondentes se posicionaram no campo positivo (Excelente, Bom ou Regular Positivo). A reprovação agregada — Péssimo, Ruim e Regular Negativo — ficou em 13,5%. A categoria isolada mais citada foi “Excelente”, com 50,7% das respostas.
A polarização aparece com força. Quem aprova a gestão dá notas altas na maioria das áreas. Quem reprova concentra notas bem mais baixas. Ideologia, gênero e faixa etária influenciam o olhar sobre a administração, embora a aprovação permaneça majoritária em praticamente todos os recortes desta amostra.
Perfil de quem respondeu
Dos 823 participantes, 44,3% têm entre 45 e 59 anos e 22,7% têm 60 anos ou mais. Juntos, somam 67% da amostra. Jovens de 16 a 34 anos representam 11,5%.
Homens cis ficaram com 52% e mulheres cis com 42,2%. O restante se distribuiu entre quem preferiu não informar o gênero, “outro”, homens trans e uma respondente mulher trans.
Na escolaridade, o grupo é bastante instruído: 46,2% com superior completo e 29% com pós-graduação. Ensino médio completo aparece em 14%. Quase não há respondentes com apenas fundamental.
Na autoidentificação ideológica, a direita lidera (42,9%), seguida por centro-direita (17,9%) e por quem preferiu não informar (16,8%). Centro aparece com 9,1%. Esquerda e centro-esquerda somam 8%. Extremos ideológicos têm participação residual.
Os bairros mais citados foram Bosque dos Eucaliptos, Parque Industrial, Vista Verde, Santana, Vila Ema, Vila Industrial, Urbanova, Jardim Satélite, Morumbi e Jardim das Indústrias. Há dispersão geográfica, com concentração em bairros de classe média e regiões centrais ou industriais. Entre as profissões, aposentados, professores, advogados, engenheiros, servidores públicos, empresários e profissionais administrativos aparecem com frequência.

Nota por área de atuação da Prefeitura de Taubaté (Do melhor para o pior)
Educação
Média 8,37 — a mais alta do levantamento. Mediana 9. Mais de 83% das notas ficaram entre 7 e 10; quase 44% deram nota 10. Apenas 4% ficaram no campo ruim (1 a 3). Qualidade das escolas municipais, creches e merenda foram os pontos avaliados. É a área em que a gestão encontra maior reconhecimento nesta amostra.
Cultura, esporte e lazer
Média 8,35. Mediana 9. Cerca de 84% no campo bom (7 a 10). Eventos, praças, apoio a artistas e atletas locais foram avaliados. A percepção positiva se cruza com menções a poliesportivos, programas esportivos e revitalização de espaços públicos.
Meio ambiente
Média 8,30. Mediana 9. Mais de 84% de notas entre 7 e 10. Coleta de lixo, preservação de áreas verdes, saneamento, políticas de preservação e despoluição de canais e rios. O tema aparece com frequência entre as marcas positivas da gestão nas respostas abertas.
Segurança pública
Média 8,21. Mediana 9. Cerca de 81,5% no campo bom. Sensação de segurança, iluminação, Guarda Municipal, roubos e furtos foram os critérios. Câmeras de monitoramento e o trabalho da guarda são citados de forma recorrente entre os pontos positivos.
Desenvolvimento comercial e emprego
Média 8,11. Mediana 9. Quase 80% de avaliações boas. Estímulo a novas empresas, desburocratização e vagas de trabalho. Há reconhecimento de esforços de atração de investimentos, embora críticas pontuais sobre burocracia e geração de emprego também apareçam.
Infraestrutura
Média 7,84. Mediana 9. Cerca de 76% no campo bom e 7,5% no campo ruim. Asfalto, calçadas, acessibilidade, drenagem, obras, limpeza e manutenção de espaços públicos. A limpeza urbana e a zeladoria são marcas positivas frequentes; buracos e obras em andamento geram críticas mais localizadas.
Transporte público
Média 7,78. Mediana 8. Cerca de 76% no campo bom. Horários, conservação dos ônibus, preço da tarifa, agilidade e linhas em operação. É uma das áreas com média um pouco mais contida. Queixas sobre frequência e qualidade do serviço aparecem nas respostas abertas, embora não dominem o conjunto.
Saúde
Média 7,75. Mediana 8. Cerca de 76% no campo bom e 6,8% no campo ruim. Atendimento em postos, UPAs, hospitais e disponibilidade de remédios e exames. Quem aprova a gestão costuma destacar avanços na rede; quem critica aponta demora em consultas, exames e cirurgias.
IPTU
Média 6,97. Mediana 8. Cerca de 14% no campo ruim e 63,7% no campo bom. A avaliação dos impostos prediais é a mais contida entre as áreas temáticas, padrão recorrente em pesquisas de opinião. Mesmo assim, a mediana permanece em 8.
Taxa do lixo
Média 6,98. Mediana 8. Perfil semelhante ao do IPTU: 14% no campo ruim e 63,5% no campo bom. Junto com o IPTU, é o tema relativamente mais criticado, ainda com média positiva nesta amostra.

Executivo e Legislativo
A atuação dos secretários municipais recebeu média 7,74. Cerca de 73,5% das notas ficaram entre 7 e 10. Quando perguntados se algum secretário se destacava, 41,7% disseram explicitamente que nenhum, deixaram em branco ou responderam de forma equivalente. Entre as menções nominais positivas, concentram-se alguns nomes: Bruno (Manutenção da Cidade / SMC), com cerca de 7,3% da amostra; Itamar Lisboa (Esporte), com cerca de 5,5%; Jhonis Santos (Governança) e Leandro Ray (Apoio Social), com cerca de 3,8% cada; George Zenha (Saúde) e Ruth Zorneta (Educação) também aparecem com frequência.
A Câmara de Vereadores recebeu média 7,04 — a mais baixa entre as dimensões institucionais, excluindo tributos —, com 66,8% de notas boas e 11,3% de notas ruins. Quando o tema é destaque individual, alguns nomes surgem com frequência. Gilson Campos foi o mais mencionado (cerca de 19,6% da amostra). Em seguida, Fabião Zagueiro (cerca de 6,2%), Marcão da Academia (cerca de 5,7%), Zé Luiz (cerca de 4,5%) e Renato Santiago. Cerca de 38% afirmaram que nenhum vereador se destacava ou deixaram o campo sem resposta positiva.
A popularidade da gestão
A pergunta direta sobre o mandato do prefeito produziu este quadro:
- Excelente: 50,7%
- Bom: 25,3%
- Regular Positivo: 10,6%
- Regular Negativo: 4,5%
- Ruim: 4,7%
- Péssimo: 4,3%
Somados, os campos positivo e negativo mostram 86,5% de aprovação agregada contra 13,5% de rejeição agregada. Não se trata de um empate técnico nem de uma divisão equilibrada. A aprovação é majoritária nesta amostra.
Nas respostas abertas sobre a “principal marca” da gestão, quem aprova costuma falar em limpeza e zeladoria, segurança, educação, obras, transparência, proximidade com a população, tecnologia e investimento em esporte e lazer. Quem critica fala em impostos, transporte público, filas e demora na saúde e, em menor escala, excesso de comissionados ou distância do prefeito em relação à população.
A polarização fica evidente quando se separam as médias das áreas entre os dois grupos. Quem avalia o prefeito positivamente atribui notas entre 7,6 e 8,9 nas diversas áreas. Quem avalia negativamente fica entre 2,7 e 5,4. A diferença média por área gira em torno de 3,4 a 4,9 pontos. Em outras palavras: a opinião tende a ser global. Quem gosta, gosta de quase tudo. Quem não gosta, rejeita quase tudo.

Ideologia, idade e gênero
A autoidentificação ideológica pesa bastante. Entre quem se declara de centro-direita, a aprovação agregada do prefeito chega a 97,3%. No centro, 94,7%. Na direita, 92,4%. Na extrema-direita, 76,5%. Quem preferiu não informar fica em 77,5%. No centro-esquerda, 64,3%. Na esquerda, cai para 44,7% — o único bloco em que a aprovação não é majoritária nesta amostra.
Por idade, a aprovação permanece elevada em todas as faixas. Entre 45 e 59 anos, chega a 89%. Entre 35 e 44 anos, 86,9%. Entre 60 anos ou mais, 86,1%. Entre 25 e 34 anos, 78,8%. Entre 16 e 24 anos, 66,7% — ainda majoritária, embora com número pequeno de respondentes.
Por gênero, a diferença existe, mas é menos acentuada do que em outros levantamentos: homens cis avaliam positivamente em 90% dos casos; mulheres cis, em 83%. Ambos os grupos mantêm aprovação muito alta.
Considerações Finais
A pesquisa do portal Inside não substitui um levantamento amostral probabilístico. O formulário online atrai quem tem acesso à internet, disposição para responder e, neste caso, escolaridade acima da média. Há peso de respondentes de direita e centro-direita e de faixas etárias mais altas. Generalizar os percentuais para toda a população de São José dos Campos seria incorreto.
O que a pesquisa permite é um retrato detalhado da percepção desse grupo de 823 pessoas. E o retrato é de aprovação majoritária da gestão, avaliação elevada de educação, cultura/esporte, meio ambiente e segurança, crítica relativa a impostos e Câmara, polarização ideológica clara e reconhecimento concentrado em alguns nomes do Executivo e do Legislativo — com Bruno (Manutenção), Itamar Lisboa, Jhonis Santos e Leandro Ray entre os secretários mais citados, e Gilson Campos, Fabião Zagueiro, Marcão da Academia e Zé Luiz entre os vereadores.
Os dados estão disponíveis para consulta e análise. O levantamento não foi desenhado para influenciar eleição. Foi desenhado para ouvir, organizar e publicar o que esse conjunto de joseenses quis dizer sobre a cidade em que vive.
Os dados estatísticos foram coletados e extraídos do próprio Google Forms. Resultado final organizado e revisado por Danielzinho Araújo e Igor Raphael.
Confira a Pesquisa Completa:
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