A tensão no complexo industrial da Alstom, em Taubaté, atingiu um novo patamar nesta quarta-feira (6). Após o esgotamento do prazo de negociação e o fim do estado de greve, os funcionários da prestadora de serviços Zeentech decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. A medida é uma resposta drástica à ameaça de demissão em massa de cerca de 400 trabalhadores após o anúncio do distrato entre as empresas.
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Impasse nas Negociações
A paralisação foi aprovada em assembleia liderada pelo SindMetau após a categoria rejeitar a proposta de indenização apresentada pela empresa.
- A proposta da Zeentech: Incluía o pagamento de três salários extras, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e quatro meses de vale-alimentação.
- A posição do Sindicato: A oferta foi classificada como insuficiente. O sindicato argumenta que o impacto social de 400 demissões extrapola a relação trabalhista, afetando diretamente a economia da cidade e centenas de famílias.
Impacto na Produção de Trens
A greve dos terceirizados tem potencial para paralisar frentes críticas da fábrica:
- Força de Trabalho: Os funcionários da Zeentech representam aproximadamente 40% da mão de obra do complexo.
- Atividade Principal: Eles atuam diretamente na montagem de vagões de trens, o que deve gerar gargalos no processo produtivo da Alstom.
- Funcionários Próprios: Enquanto os terceirizados cruzaram os braços, os trabalhadores contratados diretamente pela Alstom mantiveram as atividades e entraram normalmente para trabalhar.
Justificativa da Alstom e Próximos Passos
A Alstom reiterou que o fim do contrato com a Zeentech deve-se à redução na carga de projetos e à falta de novos contratos produtivos em Taubaté. A multinacional também informou que pretende internalizar algumas das atividades que hoje são realizadas pela terceirizada. O sindicato, por outro lado, segue pressionando para que os postos de trabalho sejam preservados ou que os funcionários sejam absorvidos.
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