cidade de potim spFoto: Reprodução/PMP

A saúde pública em Potim agoniza sob um cenário de completo abandono que beira o inacreditável. Fontes ligadas a Secretaria de Saúde da cidade revelam uma engrenagem de descaso que coloca em risco não apenas a dignidade dos profissionais, mas a vida de toda a população. O que se vê é um cenário de guerra: médicos sobrecarregados, falta de insumos vitais e um jogo de empurra financeiro que deixou pais e mães de família sem receber por seu trabalho.

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A Roleta Russa das Terceirizadas, Salários desiguais e “calote”

Desde janeiro, a Prefeitura de Potim transformou a contratação de médicos em um verdadeiro imbróglio ao fatiar os plantões entre três empresas: Smedmix, Grupo Gestão e ForHeal. A disparidade é absurda: um médico pode realizar o exato mesmo serviço em dias seguidos e receber valores com 30% de diferença, dependendo da logomarca da empresa que está escalada no dia.

O ápice do desrespeito atingiu os profissionais da ForHeal. Após trabalharem janeiro e fevereiro sob a promessa de um reajuste acordado, os médicos foram surpreendidos por um recuo da prefeitura, que ignorou os novos valores e efetuou repasses pelo preço antigo. O resultado foi imediato e catastrófico: a empresa cancelou todos os plantões de março, deixando um rastro de pagamentos atrasados que, após sucessivos adiamentos, agora se estendem para maio, sem qualquer garantia de recebimento.

Sobrecarga Desumana: 1 médico para 100 pacientes

Dentro do consultório, a situação é perigosa:

  • Heróis ou Alvos? Houve relatos de que o Pronto Atendimento já operou com apenas um único médico por plantão em dias de alto fluxo. Segundo essas denúncias, o profissional teria sido submetido a uma sobrecarga desumana, sendo obrigado a atender, sozinho, um volume que ultrapassaria os 100 pacientes em um único dia.
  • Farmácia Vazia: Não há medicamentos básicos para socorrer a população.
  • Equipamentos de “Museu”: A denúncia aponta que o carrinho de parada, equipamento crítico para salvar vidas em paradas cardiorrespiratórias, conta apenas com combinações de drogas antigas e em desuso.

O Silêncio Ensurdecedor da Gestão Municipal

Enquanto os médicos clamam por dignidade e a população sofre nas filas, a cúpula da Saúde se cala. A secretária de Saúde, Laura, é acusada de ignorar solenemente as tentativas de contato ou de lavar as mãos, alegando que o município não tem responsabilidade sobre os pagamentos das terceirizadas.

O Portal Inside buscou a Prefeitura de Potim por e-mail para cobrar explicações sobre o “calote” e a precariedade do PA, mas até o fechamento desta reportagem, o governo municipal não enviou qualquer resposta oficial, mantendo um silêncio que ecoa como descaso diante do caos instalado.

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By Redação Inside

Redação Editorial do Portal Inside