Os trabalhadores da Alstom Taubaté aprovaram, em assembleia realizada na manhã desta segunda-feira (4), o estado de greve em resposta ao anúncio de demissões em massa na unidade. A medida ocorre após a confirmação do fim do contrato entre a multinacional e a prestadora de serviços Zeentech, o que coloca em risco o emprego de cerca de 400 profissionais.
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Assembleia e Mobilização
A decisão foi tomada durante reunião organizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté (SindMetau) na portaria da fábrica. De acordo com os representantes da categoria, a aprovação do estado de greve serve como um alerta formal à empresa:
- Prazo para Negociação: O estado de greve abre um canal de negociação direta para tentar evitar os desligamentos ou garantir pacotes de benefícios adicionais.
- Aviso Prévio: Os trabalhadores buscam clareza sobre o cronograma de desmobilização, que tem previsão de encerramento para o dia 30 de maio de 2026.
- Garantias Trabalhistas: O sindicato cobra o pagamento integral de verbas rescisórias e discute a possibilidade de realocação desses funcionários em outros contratos da Alstom.
Histórico de Instabilidade
A unidade de Taubaté tem enfrentado períodos cíclicos de tensão trabalhista nos últimos anos. Em 2024, o SindMetau já havia alertado para o risco de 500 demissões, levando a categoria a uma mobilização semelhante na época. No ano de 2025, os trabalhadores chegaram a paralisar as atividades em uma greve por vale-alimentação e PLR, que resultou em um acordo com impacto econômico previsto até 2027.

