O cenário político paulista e joseense foi sacudido por declarações contundentes na noite desta segunda-feira (13). O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou durante entrevista ao programa Direto ao Ponto que a saída do vice-governador de São Paulo e ex-prefeito de São José dos Campos, Felício Ramuth, não foi apenas uma decisão pessoal, mas um “convite” da própria legenda.
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Desgaste e movimentações sem consulta
Segundo Kassab, o estopim para o rompimento foi a postura independente que Ramuth vinha adotando dentro da sigla. O dirigente alegou que o vice-governador iniciou articulações políticas e movimentações com foco em campanhas futuras sem o aval ou consulta prévia à cúpula do PSD.
“Ele foi convidado a se retirar”, disparou Kassab, sinalizando que a autonomia de Felício gerou um desgaste insustentável para a estratégia de alinhamento nacional e estadual do partido. A fala expõe uma rachadura profunda em um grupo político que, até então, parecia caminhar em sintonia.
Silêncio de Felício Ramuth
A declaração de Kassab é um balde de água fria na narrativa de uma saída consensual. Felício Ramuth, que construiu boa parte de sua trajetória recente sob o guarda-chuva do PSD incluindo sua gestão em São José dos Campos e a chegada ao governo do estado na chapa de Tarcísio de Freitas, ainda não se pronunciou oficialmente sobre as falas do ex-aliado. O silêncio do vice-governador aumenta a expectativa sobre qual será seu próximo destino partidário e como ele responderá às críticas de falta de diálogo interno.

