A Polícia Civil desarticulou, na manhã desta terça-feira (14), um esquema bilionário que servia como o “coração financeiro” da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) no Vale do Paraíba e Litoral Norte. O principal alvo da Operação Cúpula Financeira é um morador de São José dos Campos, apontado como o gestor da logística de dinheiro da organização, que foi capturado em um apartamento de luxo à beira-mar na cidade de Praia Grande.
Movimentação de R$ 400 mil por semana
As investigações, conduzidas pela 1ª DIG de São José dos Campos, revelaram que a estrutura movimentava, em média, R$ 60 mil por dia — o que totaliza cerca de R$ 400 mil por semana em recursos oriundos do tráfico de drogas. O grupo utilizava uma engrenagem hierarquizada: enquanto o líder joseense coordenava a gestão dos pontos de venda de drogas na região, outros membros atuavam especificamente no recolhimento, contagem e redistribuição dos valores.
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Além do líder, outros dois homens foram presos em São Sebastião e Guaratinguetá. Um deles tinha a função de “guardador”, centralizando os montantes arrecadados, enquanto o outro operava diretamente na ponta, recolhendo os valores nos pontos de tráfico. Três suspeitos ainda seguem foragidos.
O início: “Dinheiro com cheiro de droga”
A investigação que derrubou a cúpula financeira nasceu de um detalhe inusitado em fevereiro de 2025. Na ocasião, policiais da DIG interceptaram uma mulher na Rua Almirante Barroso, em São José, transportando cerca de R$ 7,8 mil em espécie. O que chamou a atenção dos agentes foi o forte odor de entorpecentes nas cédulas. A partir dessa abordagem, a Polícia Civil conseguiu mapear a comunicação cifrada e as linhas telefônicas em nome de terceiros que a facção usava para esconder a origem ilícita dos recursos.
A operação mobilizou 42 policiais e 19 viaturas em seis cidades simultaneamente: São José dos Campos, Guaratinguetá, Lorena, São Sebastião, Caraguatatuba e Praia Grande. O objetivo da Deic agora é aprofundar a investigação sobre lavagem de capitais para sufocar de vez o poder econômico da facção na região.

