A mãe de uma criança de 6 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil de Taubaté denunciando um professor de Artes da EMEF Monsenhor Evaristo Campista Cesar, no bairro Cecap. O caso envolve a conduta do docente que, durante uma aula realizada no dia 29 de julho, segurou o menino de cabeça para baixo em direção a uma lixeira da sala.
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A denúncia aponta que a atitude provocou sérios impactos emocionais no aluno, que passou a apresentar crises severas de ansiedade, resistência para frequentar as aulas e sintomas físicos como dores no peito e palpitações.
O Relato da Criança, os Apontamentos da Polícia e a Versão da Gestão Escolar
Os desdobramentos do caso e o posicionamento das partes envolvidas englobam os seguintes pontos:
- O relato e as imagens internas: A mãe, Bianca, procurou a direção da escola após o filho descrever que foi virado “igual um palito” e quase inserido no recipiente de lixo. Imagens do circuito interno de monitoramento capturaram o momento. O docente admitiu que a conduta foi inadequada, mas argumentou que a ação se tratou de uma “brincadeira” de “aviãozinho” com a turma.
- Registro policial por constrangimento e discriminação: Em 14 de agosto, a família formalizou um boletim de ocorrência perante a autoridade policial. O documento lista enquadramentos preliminares investigativos que incluem maus-tratos, submissão de criança a vexame ou constrangimento e infração às normas de proteção do Estatuto da Pessoa com Deficiência.
- Histórico de atritos e queixas: A família relata que desentendimentos com o docente já vinham ocorrendo desde o início do ano letivo, envolvendo recados ostensivos, questionamentos sobre o comportamento do menino e declarações consideradas ofensivas pela mãe.
- Medidas da Secretaria de Educação: Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Educação informou que a direção da escola e a equipe de supervisão analisaram as imagens e orientaram o servidor. A pasta garantiu que ficou determinado que o professor não terá mais nenhum contato com a criança. O menino passou a realizar as atividades da disciplina de Artes em ambiente separado com o suporte de um auxiliar de inclusão, e o docente não lecionará para a turma do aluno no próximo ano letivo.
Família Cobra Acompanhamento e Garantia de Direitos
Apesar do rearranjo promovido pela administração municipal para evitar o contato entre o docente e o estudante, a família manifesta preocupação com a integridade psicológica do garoto e com as falhas na assistência especializada da rede pública.
A mãe ressalta que o filho enfrenta atrasos no acompanhamento psicológico e neurológico pelo município e afirma que continuará lutando para que a criança mantenha seu direito de frequentar a escola comunitária com segurança, acompanhamento multiprofissional e garantia plena de inclusão escolar.

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