A bancada de centro-direita e conservadora na Câmara Municipal de Taubaté impôs duas derrotas consecutivas às pautas da esquerda na sessão ordinária desta terça-feira (3 de novembro de 2026). A tentativa de aprovar moções de repúdio contra o assédio eleitoral nas empresas e contra declarações da suplente de vereadora Renata Kobra (PL) acabou barrada por esvaziamento de plenário e votação contrária da maioria dos parlamentares presentes.
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As propostas foram levadas ao plenário pelo vereador Isaac do Carmo (PT), na tentativa de colocar em pauta as diretrizes da oposição em meio às recentes polêmicas sobre manifestações políticas no comércio regional.
Esvaziamento de Plenário Trava Moção Geral sobre Assédio Eleitoral
A primeira proposição da pauta buscava aprovar uma declaração de repúdio a “práticas de assédio eleitoral e perseguição política no ambiente de trabalho perpetradas por empregadores contra trabalhadores”. O documento alegava dados do Ministério do Trabalho apontando 3.390 denúncias no país, sendo 600 em São Paulo.
A votação, contudo, foi inviabilizada por falta de quórum regulamentar (mínimo de 10 vereadores votantes entre os 19 da Casa):
- A favor da moção (3): Isaac do Carmo (PT), Diego Fonseca (PL) e Talita Cadeirante (PSB).
- Votos contrários (3): Alberto Barreto (PRD), Boanerge dos Santos (União) e Dentinho (PP).
- Não votaram (9): Ariel Katz (PDT), Bilili de Angelis (PP), Douglas Carbonne (Solidariedade), Moises Pirulito (Podemos), Neneca (PDT), Nicola Neto (Novo), Edson Oliveira (PSD), Bobi (PRD) e Zelinda Pastora (PRD) registraram presença, mas abandonaram o plenário no momento do painel de votação.
- Ausências e regimento: O presidente Richardson da Padaria (União) não vota por regimento. Jessé Silva (Podemos), Nunes Coelho (Republicanos) e Vivi da Rádio (Republicanos) faltaram à sessão. A matéria voltará à pauta na próxima semana.
Rejeição Direta: Plenário Derrota Moção Contra Suplente do PL
Na sequência da ordem do dia, o plenário analisou e rejeitou formalmente a segunda moção apresentada pelo petista, que pedia repúdio às declarações públicas da suplente Renata Kobra (PL). Em vídeo nas redes sociais, a política defendeu que empresários de direita priorizem a contratação de funcionários com o mesmo viés ideológico e sugeriu boicote a comércios cujos donos apoiaram o PT.
Ao contrário do primeiro texto, a votação teve quórum e o pedido de repúdio foi derrubado pela base conservadora:
- Votos pela rejeição da moção (6): Alberto Barreto (PRD), Boanerge dos Santos (União), Diego Fonseca (PL), Dentinho (PP), Moises Pirulito (Podemos) e Zelinda Pastora (PRD) votaram contra o texto petista.
- Votos favoráveis à moção (3): Apenas Isaac do Carmo (PT), Bilili de Angelis (PP) e Talita Cadeirante (PSB) apoiaram a proposta.
- Abstenções e não votantes: Ariel Katz (PDT) e Bobi (PRD) optaram pela abstenção. Douglas Carbonne (Solidariedade), Neneca (PDT), Nicola Neto (Novo) e Edson Oliveira (PSD) não registraram voto.
A atuação articulada dos parlamentares reforça o predomínio da maioria conservadora na Câmara de Taubaté, barrando a tentativa da oposição de utilizar o regimento interno para desgastar lideranças de direita no município.

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