O empresário Fernando Gomes, com atuação comercial nos municípios de São José dos Campos e Jacareí, publicou um vídeo em suas redes sociais em que convoca comerciantes e empresários a paralisarem suas atividades e realizarem demissões em massa de funcionários. A manifestação ocorre no contexto das reações de setores contrários ao resultado do segundo turno das Eleições 2026.
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Candidato a deputado estadual no pleito recente, no qual obteve 1.184 votos, o empresário usou suas redes para questionar o resultado das urnas sem apresentar provas técnicas e cobrar uma reação ostensiva do setor produtivo regional.
Declarações do Vídeo, Impacto Regional e Aspectos Legais
As falas gravadas pelo comerciante mobilizaram debates sobre os limites das manifestações de protesto e as normas trabalhistas vigentes:
- Convocação à paralisação e dispensas: Em tom inflamado, o empresário defendeu o fechamento de comércios e a interrupção do funcionamento de empresas como forma de pressão econômica contra o novo governo eleito, encorajando empregadores a dispenderem seus colaboradores.
“Não dá mais! Ou você faz alguma coisa ou eles fazem contra você! Não dá pra engolir, você, eu e todos temos que fazer algo, não é só lamentar! Ação, parceiro. Parem as empresas, comércio e a porra toda! Fecha a porra do comércio. Para a empresa. Manda todo mundo embora, pai.”
https://www.instagram.com/p/De8BUe-BaOo
- Ataques às urnas e apelo ao setor empresarial: Na gravação, Fernando Gomes questionou os dados da apuração oficial divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e criticou o receio da população em participar de atos de rua, sugerindo que o boicote econômico seja adotado como ferramenta central de protesto.
- Proibição de demissão discriminatória: A conduta defendida pelo empresário diverge frontalmente da legislação trabalhista brasileira. A Constituição Federal resguarda a liberdade de consciência e de voto, enquanto a Lei nº 9.029/1995 proíbe expressamente qualquer prática discriminatória para efeito de manutenção do emprego.
- Fiscalização do Ministério Público do Trabalho: O MPT tem intensificado o monitoramento e o recebimento de denúncias de assédio eleitoral e discriminação política no trabalho em todo o Vale do Paraíba, ressaltando que dispensa motivada por posicionamento partidário é passível de responsabilização jurídica, reparação financeira em dobro e indenização por danos morais.
Procurado para comentar os desdobramentos de suas declarações e a repercussão entre entidades trabalhistas, o empresário não foi localizado.

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Empresário de São José defende demissão de trabalhadores de esquerda e motiva reação do PSOL

