Em meio ao avanço das articulações para as eleições ao Governo do Estado de São Paulo, o candidato Fernando Haddad (PT) cumpriu uma extensa agenda de compromissos no Vale do Paraíba entre quinta (30) e sexta-feira (31). Acompanhado pela ex-ministra Marina Silva, candidata ao Senado, o petista esteve em São José dos Campos, Taubaté e Lorena. O itinerário foi marcado por discursos duros contra a gestão do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em frentes estratégicas como segurança pública, atração de empresas, privatizações e educação.
Você já faz parte do nosso canal no WhatsApp? Por lá, compartilhamos conteúdos exclusivos, avisos importantes e tudo o que você precisa saber de um jeito rápido e prático.
Vem com a gente: Clique aqui e participe!
A passagem da comitiva teve início em Taubaté, onde Haddad realizou uma visita à Universidade de Taubaté (Unitau) para debater o desempenho da instituição no Enade e a necessidade de investimentos no Hospital Municipal Universitário de Taubaté (HMUT). Em Lorena, o foco recaiu sobre a pauta de infraestrutura, com a promessa de articular recursos federais via Novo PAC para estender o projeto do Trem Intercidades (TIC) até a Região Metropolitana do Vale do Paraíba. Em São José dos Campos, o candidato reuniu-se com empresários da Associação das Empresas do Vale do Paraíba (Assecre) e finalizou o dia em um ato com militantes no Clube dos Empregados da Petrobras (CEPE).
Ataques à segurança pública e citação a ex-comandante da PM
Durante entrevista à Rádio Nova Brasil Vale e nos discursos em São José dos Campos, Fernando Haddad explorou a recentes investigações do Ministério Público que atingiram a cúpula da Polícia Militar. O petista citou o afastamento do coronel José Augusto Coutinho do comando-geral da corporação após o oficial ter sido mencionado em uma apuração sobre suposto esquema de segurança privada ilegal para dirigentes da empresa de ônibus Transwolff, investigada por suspeita de ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
A defesa do coronel afirma que a citação na investigação não constitui prova de irregularidade. Contudo, Haddad utilizou o episódio para apontar gravidade na condução da segurança pelo Palácio dos Bandeirantes, sustentando que, se eleito, criará um gabinete institucional integrando a Polícia Federal e a Receita Federal com foco no estrangulamento financeiro do crime organizado.
Promessa de revisão de contratos e fuga de indústrias
Outro ponto central da retórica adotada pelo candidato em São José dos Campos foi o questionamento das privatizações e concessões estruturadas pelo governo Tarcísio. Haddad afirmou abertamente que pretende submeter a um pente-fino os acordos celebrados recentemente, apontando contradições nos serviços prestados aos paulistas.
“Nós vamos ter que fazer a revisão com o Free Flow, a Sabesp e a CPTM. São os três contratos que estão causando mais estranheza.”
Na pauta econômica, o candidato petista responsabilizou o atual governo pela perda de competitividade industrial da região, sustentando que municípios do Vale do Paraíba têm perdido empresas e postos de trabalho para estados vizinhos como Minas Gerais e Paraná devido à falta de incentivos do Executivo paulista. Para fustigar a base eleitoral local, de perfil majoritariamente conservador, o petista rebateu o discurso oficial do governo estadual com uma provocação direta aos eleitores da região.
“Se o eleitor do Vale for conservador, vai votar em mim, porque não está sendo conservado nada.”

