A grave crise de segurança instalada no interior da Penitenciária I de Potim foi oficialmente encerrada por volta das 6h deste domingo (21), deixando um saldo de dois presos mortos e outros quatro feridos. O tumulto teve início na tarde de sábado (20), quando um detento fez outro refém no acesso de saída do pavilhão, desencadeando intensos confrontos e episódios de violência generalizada entre os próprios detentos da unidade prisional.
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O desfecho da ocorrência ocorreu após uma longa jornada de negociações conduzida de forma integrada pela Polícia Penal, pelo Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar e com o suporte logístico de equipes territoriais do batalhão local. Pressionados pelo cerco tático, os dois detentos que lideravam a ação e mantinham a vítima sob cárcere cederam e se entregaram formalmente aos agentes públicos.
Os familiares e visitantes que realizavam a rotina de visitas de fim de semana e acabaram retidos no pavilhão durante o início do motim foram evacuados e liberados em segurança. A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) confirmou que nenhum civil sofreu ferimentos e que equipes assistenciais da pasta estão prestando apoio psicológico e social às famílias afetadas pelo incidente.
Conflitos Internos, Socorro e Procedimentos de Varredura
Paralelamente às tratativas de rendição, o isolamento precário e a tensão latente resultaram em acertos de contas paralelos na carceragem.
- Violência no Pavilhão: A SAP detalhou que, no decorrer das negociações de sábado, grupos rivais de presos iniciaram confrontos físicos que culminaram no assassinato de dois internos.
- Atendimento Médico: Outros quatro detentos foram feridos na confusão. Todos receberam os primeiros socorros emergenciais na própria enfermaria da unidade de Potim e, por questões de segurança e manutenção da ordem, foram imediatamente transferidos para outras penitenciárias do Estado.
- Revista Geral: No início desta manhã, o Grupo de Intervenção Rápida (GIR) iniciou uma megaoperação de varredura e revista minuciosa nas celas para apreender armas artesanais, celulares e restabelecer a disciplina interna.
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A direção do presídio instaurou um procedimento apuratório disciplinar e a Polícia Civil abrirá um inquérito de homicídio. Os detentos identificados como executores e os líderes do plano de refém responderão criminalmente perante a Justiça pelos atos praticados na rebelião.

