Uma situação de crise mobiliza as forças de segurança pública na Penitenciária I de Potim na tarde deste sábado (20). Um detento foi feito refém por outro preso no início do período vespertino, gerando um bloqueio que mantém familiares e visitantes retidos no interior do pavilhão onde ocorre o motim. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), equipes de negociação atuam no perímetro estratégico para garantir a liberação do refém e a evacuação segura das famílias. Até o momento, não há registro de feridos.
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O incidente teve início no acesso de saída do pavilhão afetado. Diante do início do tumulto, a direção do presídio suspendeu imediatamente as visitações de rotina e retirou os civis que se encontravam nos demais setores da unidade. Como medida de contenção padrão para evitar a evolução do motim para uma rebelião generalizada, os detentos das outras alas foram isolados e trancados em suas respectivas celas.
O Grupo de Intervenção Rápida (GIR), tropa de elite da Polícia Penal voltada para a contenção de distúrbios em ambientes prisionais, foi acionado e permanece em posição de prontidão no pátio interno da penitenciária, aguardando o desfecho das negociações lideradas pela equipe técnica.

Superlotação e Dados Estruturais da Unidade
O motim ocorre em um cenário de severo adensamento populacional, problema crônico denunciado por entidades de direitos humanos no Vale do Paraíba.
- Penitenciária I (Regime Fechado): A ala afetada possui uma capacidade projetada de engenharia para abrigar 748 detentos. No entanto, os relatórios oficiais de contagem da SAP apontam que a unidade abriga atualmente uma população de 1.302 presos, operando quase 75% acima do limite.
- Ala de Semiaberto: O Pavilhão de Regime Semiaberto Destinado a Presos (PRSA) também registra sobrecarga. A capacidade nominal é de 96 vagas, mas o setor mantém 129 internos sob custódia atualmente.
A SAP informou que a prioridade absoluta das negociações é a triagem e retirada dos familiares, compostos majoritariamente por mulheres e crianças que realizavam a visita regular de fim de semana, antes de qualquer intervenção tática de força no pavilhão.

