A paralisação dos trabalhadores da Zeentech, empresa terceirizada que atua dentro do complexo da Alstom em Taubaté, ganhou um novo capítulo jurídico. O impasse em torno da demissão de 400 funcionários será discutido em uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-15), em Campinas, marcada para a próxima terça-feira (12).
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A greve, iniciada na quarta-feira (6), é uma resposta direta à rescisão de contrato entre a Alstom e a Zeentech, que resultou no aviso prévio em massa para quase metade da força de trabalho da planta. O Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região (Sindmetau) busca reverter os cortes ou, ao menos, garantir uma indenização digna para os trabalhadores afetados. Até o momento, as propostas apresentadas pelas empresas foram rejeitadas em assembleia.
A Alstom também foi convocada pelo tribunal para participar da audiência. Embora os funcionários diretos da multinacional não tenham aderido à paralisação, a parada na Zeentech atinge diretamente a produção, já que os terceirizados representam cerca de 40% das atividades operacionais no complexo de fabricação de trens e vagões.
A mobilização segue por tempo indeterminado até que os resultados da audiência em Campinas sejam apresentados. Uma nova assembleia está agendada para a quarta-feira (13), às 5h30, quando os trabalhadores decidirão os próximos rumos do movimento. A fábrica de Taubaté, instalada desde 2015, possui contratos para projetos metroviários no Brasil, Chile e Taiwan.
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