Os trabalhadores da General Motors (GM) em São José dos Campos aprovaram, em assembleia realizada na manhã desta sexta-feira (17), um aviso de greve que coloca em xeque a produção da planta local. O estopim para a mobilização é a falta de acordo sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2026. Se a paralisação for efetivada, a fabricação dos modelos S10 e Trailblazer será interrompida nos próximos dias.
O centro da disputa: Metas e valores
O conflito gira em torno da tentativa da montadora de alterar o acordo firmado no ano passado. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, a GM pretende incluir metas de absenteísmo (faltas) que os trabalhadores consideram inatingíveis. Na prática, essa mudança reduziria o valor da PLR de R$ 20.780 para aproximadamente R$ 18.780, uma perda de R$ 2 mil por trabalhador.
Você já faz parte do nosso canal no WhatsApp? Por lá, compartilhamos conteúdos exclusivos, avisos importantes e tudo o que você precisa saber de um jeito rápido e prático.
Vem com a gente: Clique aqui e participe!
A categoria argumenta que o corte é injustificável, uma vez que a previsão de produção para este ano é de 51 mil veículos, um volume superior ao registrado no ano anterior. Para os metalúrgicos, a lucratividade da empresa permite a manutenção do valor integral acordado anteriormente, sem as novas restrições impostas pela direção da fábrica.
Próximos passos e posicionamento sindical
O aviso de greve serve como uma etapa legal de 48 horas antes da suspensão total das atividades. O Sindicato afirma que a mobilização é um recado direto à empresa: só haverá recuo se os termos originais forem respeitados. Até o momento, a General Motors não emitiu um posicionamento oficial sobre a decisão da assembleia. A cidade agora observa os desdobramentos de um possível novo ciclo de greves no setor automotivo, pilar da economia joseense.

