camara municipal de taubatéFoto: Divulgação/CMT
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Um projeto de lei que visa proibir as Organizações Sociais (OSs) contratadas pela Prefeitura de Taubaté de empregar parentes de agentes políticos municipais está estagnado na Câmara Municipal há um ano e quatro meses. Protocolado em dezembro de 2024 pelo vereador Moises Pirulito (Podemos) como desdobramento dos trabalhos da CPI da Saúde, o texto busca evitar o favorecimento pessoal e garantir maior impessoalidade e controle ético nas terceirizações públicas.

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Apesar de ter recebido pareceres favoráveis da Procuradoria Legislativa e da Comissão de Justiça, a tramitação travou em abril de 2025 ao chegar à Comissão de Saúde, Trabalho, Seguridade Social e Servidor Público. Cabe ao presidente do grupo, vereador Bobi (PRD), atual líder do governo Sérgio Victor (Novo), designar o relator da matéria, providência que não foi adotada dentro do prazo regimental de 10 dias úteis.

Diante do impasse e das críticas da oposição sobre o represamento de pautas que contrapõem os interesses governistas, Pirulito informou que formalizará um pedido ao presidente da Casa, Richardson da Padaria (União), para a nomeação de uma comissão temporária responsável por emitir o parecer e destravar a votação. Atualmente, o modelo de gestão por OSs já opera em unidades como o Pronto Socorro Municipal, UPAs e o Hospital Municipal Universitário (HMUT), havendo diretrizes da atual gestão para estender o formato para a rede municipal de educação.

Projeto antinepotismo em OSs de Taubaté travado na Câmara há 16 meses Contribua usando o Google
Igor Raphael Portal Inside

By Igor Raphael

Igor Raphael é jornalista e colunista, atual acadêmico de Direito na UNITAU, com atuação voltada à cobertura política e cotidiana do Vale do Paraíba e Nacional. Desenvolve análises sobre decisões do poder público, bastidores institucionais e comunicação política, aliando apuração factual à leitura crítica do cenário público. Ao longo de sua trajetória, tem se dedicado ao acompanhamento de temas de interesse coletivo, com foco na realidade regional, valorizando a pluralidade de fontes, o debate qualificado e a responsabilidade editorial.