avião comercial embraerFoto: Divulgação
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A fabricante brasileira Embraer, sediada em São José dos Campos, ganhou amplo destaque no cenário econômico internacional nesta semana após ser tema de uma análise publicada pela influente revista britânica The Economist. Sob o título “Esqueça a Airbus e a Boeing. A Embraer está decolando”, a reportagem apontou que a companhia vive um dos ciclos operacionais mais promissores de sua história, reunindo condições técnicas e de mercado para dar um salto de patamar na aviação global.

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A publicação enfatizou a carteira recorde de pedidos anunciada pela empresa em julho, que alcançou o patamar de US$ 34,5 bilhões (cerca de R$ 175 bilhões). Com projeção para entregar até 255 aeronaves no ano, contra 141 unidades registradas em 2021, a fabricante tem sido impulsionada pela forte valorização de suas ações, que se multiplicaram por dez desde 2021, superando o desempenho de mercado das suas concorrentes europeia e americana.

Gargalos das gigantes globais e liderança nos segmentos regional e executivo

A retórica da revista britânica apoia-se nas severas dificuldades operacionais enfrentadas por Airbus e Boeing, que acumulam uma fila de espera de cerca de 16 mil aviões e prazos de entrega que variam de oito a dez anos. Nesse cenário de escassez de oferta, a família de jatos E2 da Embraer ganha competitividade ao oferecer entregas em menos de dois anos, atendendo à demanda por rotas diretas entre cidades de médio porte.

A análise também destacou a hegemonia do modelo E175 no mercado regional dos Estados Unidos, beneficiado por regras que ficaram isentas de sanções e tarifas comerciais recentes do governo americano, além da liderança do Phenom 300 no segmento de jatos executivos há 14 anos e do avanço internacional do cargueiro militar C-390 Millennium.

“Analistas apontam que a Embraer reúne condições raras para ampliar sua fatia no mercado internacional, avaliando até o desenvolvimento de jatos comerciais de maior porte.”

O CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, confirmou à revista que a empresa estuda novos produtos para sustentar o crescimento de longo prazo, incluindo estudos sobre aviões comerciais maiores, embora tenha ressaltado que a companhia atuará com cautela diante dos altos custos de desenvolvimento de novas plataformas.

'Esqueça Airbus e Boeing': The Economist prevê salto histórico da Embraer com carteira recorde e expansão global Contribua usando o Google
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By Redação Inside

Redação Editorial do Portal Inside