Um homem de 49 anos morreu dentro do Plantão Policial de Taubaté na tarde de sábado, 25 de julho, após tentar tomar a arma de um policial militar durante o registro de uma ocorrência de violência doméstica. O suspeito, identificado como Fernando Alves de Souza, havia sido detido momentos antes por ter espancado gravemente sua companheira no bairro onde residiam.
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O caso teve início por volta das 15h55 na Rua Agnaldo Varella. A vítima foi agredida com socos e golpes no rosto, na cabeça e nos braços. Ao ouvir gritos de socorro, um policial militar aposentado que mora nas proximidades interveio no momento em que a mulher tentava fugir. Ela conseguiu se abrigar em uma casa vizinha, enquanto o policial aposentado e outro morador contiveram o agressor até a chegada da equipe da Polícia Militar.
Devido ao quadro de saúde e aos graves ferimentos, a mulher foi socorrida e internada no Hospital Municipal Universitário de Taubaté (HMUT), onde passou por exames de tomografia e permanece sob cuidados médicos.
Luta corporal e registro por câmeras de segurança
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil, Fernando apresentava comportamento calmo ao chegar à delegacia e, por esse motivo, não estava algemado. Porém, durante os procedimentos burocráticos:
- Tentativa de Desarme: O suspeito se levantou repentinamente e avançou contra um dos policiais militares presentes, tentando retirar a pistola calibre .40 do coldre do agente.
- Disparo e Morte: Houve luta corporal. Mesmo após receber ordens expressas e alertas de que haveria disparo caso não soltasse o armamento, o homem persistiu na investida. O policial efetuou um tiro no tórax do agressor. O Samu foi acionado, mas a morte foi constatada no local.
- Legítima Defesa: As imagens das câmeras corporais dos PMs e do circuito interno do Plantão Policial, somadas ao depoimento de três testemunhas, confirmaram a versão do agente. O delegado de plantão entendeu que houve legítima defesa e não decretou a prisão do policial.
A arma envolvida foi apreendida para perícia no Instituto de Criminalística, e o corpo de Fernando foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). O caso foi registrado como lesão corporal praticada contra a mulher, resistência, legítima defesa e morte decorrente de intervenção policial.

