Um coordenador de equipe da unidade da Fundação Casa em São José dos Campos está sendo acusado de atropelar e matar de forma proposital um cachorro comunitário que vivia no local há cerca de uma década. O episódio de violência contra o animal ocorreu na noite de domingo (28) e motivou o registro de um boletim de ocorrência, além de desencadear um movimento interno pelo afastamento imediato do funcionário público de suas funções administrativas.
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O animal, um cão de 11 anos chamado Billy, era mantido e alimentado pelos próprios servidores da instituição, possuindo inclusive uma casinha comunitária nas dependências da unidade. De acordo com os relatos colhidos com testemunhas, o coordenador já havia manifestado irritação anterior com a presença do animal, que costumava latir no momento em que o veículo do servidor saía do estacionamento ao término dos turnos de trabalho.
As testemunhas oculares do caso, que incluem dois vigilantes de uma empresa de segurança terceirizada que prestava serviços no momento, relatam que o coordenador acelerou o automóvel em direção ao cachorro por volta das 19h de domingo, logo após o cão latir. O veículo atingiu Billy e o arrastou por um percurso de aproximadamente dez metros. Na sequência, o condutor engatou a marcha à ré e arrastou o animal novamente no sentido oposto, interrompendo a manobra apenas após os gritos de alerta dos vigilantes. O servidor teria descido do carro, observado o cão agonizando e fugido do local sem prestar nenhum tipo de socorro.

Pedido de Afastamento e Investigação por Maus-Tratos
O caso foi formalizado junto à Polícia Civil e um requerimento oficial para a abertura de uma sindicância ou processo administrativo interno será protocolado junto à direção geral da Fundação Casa. Ativistas da causa animal e funcionários exigem o afastamento cautelar do coordenador, além da instauração de um inquérito policial com base na Lei Federal nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais), alterada pela Lei Sansão, que prevê pena de reclusão de dois a cinco anos para crimes de maus-tratos seguidos de morte de cães e gatos.
A reportagem identificou que o clima entre os funcionários da unidade é de forte indignação e rejeição à continuidade do coordenador no cargo. Até o momento, quatro testemunhas diretas foram arroladas para prestar depoimento formal, embora manifestem temor de sofrer perseguições internas. O caso ganhou forte repercussão regional nas redes sociais após ser denunciado publicamente pelo ex-vereador Robertinho da Padaria.

