O complexo de obras viárias da Avenida Engenheiro Sebastião Gualberto, uma das principais artérias de ligação entre as regiões Central, Norte e Leste de São José dos Campos, sofreu um novo aditamento de prazo e uma expressiva elevação de custos. De acordo com o termo aditivo contratual publicado no Diário Oficial do Município, a conclusão dos serviços foi postergada para janeiro de 2027. Com a nova atualização financeira, o montante total investido na intervenção saltou para R$ 104,7 milhões.
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Quando os trabalhos de infraestrutura foram iniciados, em janeiro de 2024, o cronograma original estipulava a entrega definitiva para janeiro de 2026, sob o orçamento de R$ 79,8 milhões. Ao longo do período de execução, a planilha orçamentária sofreu sucessivas modificações. Em agosto de 2025, um reajuste inflacionário elevou o teto para R$ 82,3 milhões.
O aditivo atual injetou mais R$ 22,4 milhões ao contrato celebrado. Desse novo aporte, R$ 20,3 milhões correspondem a acréscimos quantitativos de serviços na pista e os R$ 2 milhões restantes destinam-se a novos reajustes monetários previstos nas cláusulas do edital. No balanço acumulado, a obra registra um encarecimento de 31,28% em relação ao contrato original, além de acumular um atraso físico de doze meses.
Histórico do Cronograma e Justificativas Técnicas
Em janeiro de 2026, data estipulada para o encerramento do contrato, o consórcio construtor havia executado apenas 53,78% do projeto. Após uma primeira prorrogação de cinco meses concedida pelo município, o índice de evolução física atingiu 77,61% em junho, volume insuficiente para a liberação segura do tráfego, o que motivou o novo aditamento por mais sete meses.
Questionada sobre o descompasso financeiro e operacional, a Prefeitura de São José dos Campos alegou que o atraso decorre da morosidade do Governo Federal em ceder e liberar faixas de domínio sob controle da União, o que travou o avanço dos operários em trechos específicos. A administração também mencionou imprevistos de engenharia e complexidades geológicas encontradas durante a ampliação da canalização do Córrego Lavapés, a execução das cortinas de concreto sob o Viaduto Marcílio Fiori e intervenções estruturais próximas ao terminal de cimento.
A municipalidade não discriminou quais novos serviços foram incluídos para justificar o acréscimo de R$ 20,3 milhões. Em contrapartida, ponderou que partes do pacote viário já estão operacionais, incluindo a duplicação entre a Avenida João Marson e a Rua Nestor Soriano, os alargamentos na Avenida Teotônio Vilela e a passagem inferior de acesso à Sebastião Gualberto. O viaduto de ligação com o Anel Viário (Avenida Florestan Fernandes) encontra-se com três vãos concretados.

