O presidente da Câmara Municipal de Taubaté, Richardson da Padaria (União), encaminhou um ofício oficial ao prefeito Sérgio Victor (Novo) solicitando a abertura de uma mesa de conversação em caráter de urgência. O objetivo da iniciativa do chefe do Legislativo é discutir alternativas para o movimento de greve dos servidores públicos municipais, que completou o seu segundo dia de paralisação unificada.
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No documento protocolado, o parlamentar justificou o pedido pontuando que a greve tem gerado impactos significativos no cotidiano da cidade e na execução de serviços de natureza essencial. De acordo com a avaliação apresentada pelo presidente, as principais áreas afetadas pela suspensão ou redução das atividades operacionais são as seguintes:
- Rede de atendimento da saúde pública municipal
- Estrutura de ensino e funcionamento das escolas da rede de educação
- Programas e postos da assistência social comunitária
- Demais setores da engrenagem administrativa do município
Defesa de Consenso e Resposta da Prefeitura
Richardson da Padaria destacou a urgência de estabelecer um canal estável de diálogo institucional unindo a Prefeitura, os representantes da Câmara e a diretoria do sindicato da categoria. A intenção é avaliar detalhadamente a dimensão dos impactos acumulados pelo movimento nas ruas, debater propostas econômicas viáveis e reavaliar as demandas do funcionalismo para buscar o reestabelecimento da normalidade no município.
Procurada para se posicionar a respeito da iniciativa da liderança do Legislativo, a Prefeitura de Taubaté confirmou o recebimento formal do ofício elaborado pela Câmara. Em nota oficial, a gestão de Sérgio Victor declarou que se colocou prontamente à disposição para a realização do encontro, sinalizando que aguarda a definição de data e horário de preferência da presidência da Casa de Leis para dar início às conversas.
A greve geral do funcionalismo público de Taubaté teve início oficial na terça-feira (2). Mesmo com uma decisão liminar emitida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo que obriga a manutenção de ao menos 70% das equipes operacionais sob pena de multa diária, os servidores municipais se reuniram em assembleia e chancelaram a continuidade da paralisação por tempo indeterminado.

