Os protestos após as eleições de 2022 foram um movimento múltiplas pautas. Enquanto a esquerda criou uma narrativa de “golpe”, a realidade é bem diferente. Eu fiz parte de quem estava nas ruas e repito: em momento algum se falou em golpe, mas sim em uma intervenção das Forças Armadas diante de um sistema que consideramos apodrecido.
Essa possibilidade está prevista na Constituição, no Artigo 142. O texto estabelece que as Forças Armadas — Marinha, Exército e Aeronáutica — são instituições nacionais permanentes sob a autoridade do Presidente, destinando-se à defesa da Pátria e à garantia dos poderes constitucionais, da lei e da ordem. Sei que existem argumentos contrários afirmando que a interpretação adequada limita as Forças Armadas a agirem sob ordem de um dos poderes, e não para intervir sobre eles. No entanto, entendo que é ofício e tradição brasileira que elas atuem na defesa da Pátria, especialmente diante de um apodrecimento absoluto dos poderes.
O cenário é grave: vemos um Legislativo refém de criminosos que recebem proteção do Judiciário. O presidente eleito em 2022 possui em seu currículo múltiplas condenações e envolvimento direto nos maiores esquemas de corrupção da história do país. O maior temor dos trabalhadores que se manifestaram era, justamente, o aprofundamento dessa crise moral que tomou conta do Brasil.
Nas ruas, encontrei cidadãos que defendiam pautas claras:
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- Reforma do STF: Limitação da atuação da Corte, mandatos para ministros e o fim da atuação paralela entre ministros e familiares em causas julgadas dentro do tribunal.
- Critérios na escolha de ministros: Que os ministros tenham, de fato, carreira jurídica, preferencialmente dentro da magistratura.
- Transparência e Fim de Privilégios: O fim das benesses do Judiciário e a transparência no processo eleitoral que foi duramente atacado por Alexandre de Moraes no pleito de 2022.
A maioria pedia o fim dos inquéritos intermináveis instaurados sem base legal pelo ministro Alexandre de Moraes e protestava contra o cerceamento da liberdade de expressão, que começou no Supremo e hoje dá sinais de que veio para ficar.
Havia também muitas vítimas da violência urbana pedindo o endurecimento de penas, a redução da maioridade penal e uma reforma do Código Penal para dar fim à impunidade. Outros defendiam a redução do Estado e reformas econômicas estruturais que priorizassem quem realmente paga impostos.
A era PT tirou do povo o direito de prosperar e, até hoje, o maior desejo dos manifestantes de 8 de janeiro é recuperar essa perspectiva. Basta ver como o Brasil encolheu: olhem o número de empresas que deixaram o país e quantos postos de trabalho foram perdidos. Nossos jovens estão sendo calados com o programa “Pé-de-Meia”, mas qual é a real perspectiva de emprego para eles?. É uma geração que, em sua maioria, não conseguirá sequer conquistar um teto para morar.
Essas eram as verdadeiras reivindicações das manifestações de 8 de janeiro. Infelizmente, o temor dos manifestantes se confirmou e hoje sentimos que perdemos o país para o caos

