A bancada de apoio ao prefeito Anderson Farias (PSD) na Câmara Municipal de São José dos Campos utilizou sua maioria parlamentar nesta terça-feira (16) para rejeitar, em bloco, um conjunto de 16 requerimentos protocolados pelos vereadores de oposição. Os documentos tinham como objetivo central colher esclarecimentos oficiais do Poder Executivo sobre a gestão de contratos públicos, repasses para hospitais, andamento de obras viárias e a situação das filas de consultas e cirurgias na rede municipal de saúde.
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A base governista, que conta com 13 das 21 cadeiras do Legislativo joseense, articulou-se para derrubar as propostas, impedindo que os pedidos de informação seguissem para o Paço Municipal. Atualmente, o grupo aliado é composto pelos vereadores Claudio Apolinário (PSD), Fabião Zagueiro (PSD), Gilson Campos (PRD), Lino Bispo (PL), Marcão da Academia (PSD), Marcelo Garcia (PRD), Milton Vieira Filho (Republicanos), Rafael Pascucci (PSD), Renato Santiago (União), Rogério da Acasem (PP), Sidney Campos (PSDB), Zé Luis (PSD) e pelo presidente da Casa, Roberto do Eleven (PSD), que manifesta voto apenas em cenários de empate.
Por outro lado, as bancadas de oposição e independência reúnem oito parlamentares: Amélia Naomi (PT), Anderson Senna (PL), Carlos Abranches (Cidadania), Fernando Petiti (PSDB), Juliana Fraga (PT), Roberto Chagas (PL), Sérgio Camargo (PL) e Thomaz Henrique (PL).
Temas Barrados e Efeito Prático da Rejeição
Os pedidos de fiscalização do Legislativo cobravam dados analíticos detalhados que envolviam diferentes pastas estratégicas da administração.
- Saúde e Hospitais: Foram barradas cobranças de Sérgio Camargo sobre a fila do SUS, a execução do programa federal “Agora Tem Especialistas”, o fornecimento de exames de histeroscopia e punições a fornecedores da pasta. Pedidos de Roberto Chagas sobre o atendimento a pacientes do SUS no Hospital Pio XII também acabaram derrubados.
- Infraestrutura e Transportes: A base rejeitou requerimentos de Juliana Fraga sobre os investimentos de R$ 242 milhões na ampliação da Linha Verde e denúncias operacionais na Urbam. Questionamentos de Camargo sobre as concessões de painéis de mensagens nos pontos de ônibus, dragagem de córregos e aquisição de concreto usinado foram igualmente arquivados.
- Educação e Sociais: Requerimentos sobre as metas de avaliação da rede de ensino, o comitê de regularização fundiária e a seleção de projetos para a Festa da Bondade 2026 completaram a lista de recusas.
A estratégia de votação em bloco atua como um mecanismo de blindagem política ao Palácio Executivo. Pelo regimento interno, a prefeitura é obrigada a responder os requerimentos aprovados em plenário em um prazo máximo de 15 dias. Com o arquivamento das propostas pela maioria governista, o município fica dispensado de prestar contas oficiais ao parlamento sobre os temas apontados.

