O cenário político do Rio de Janeiro ganhou novos contornos nesta semana com a movimentação dos partidos de direita para as eleições de 2026. O Democrata, antigo Partido da Mulher Brasileira, realizou um evento oficial em sua sede estadual para lançar pré-candidaturas majoritárias e proporcionais. As articulações confirmam a estratégia da sigla de se posicionar fortemente na disputa pelo Palácio Guanabara, pelas vagas ao Senado Federal e pela Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados, trazendo nomes conhecidos da segurança pública e do ativismo conservador fluminense.
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A principal novidade do encontro foi o anúncio de Wilson Witzel como pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro. Acompanhado pela presidente nacional da legenda, Suêd Haidar, o ex-governador de 58 anos declarou que sua intenção de retornar ao Palácio Guanabara visa oferecer alternativas de gestão focadas em segurança e serviços básicos para a população fluminense. Natural de Jundiaí (SP) e com trajetória anterior como defensor público e juiz federal, Witzel governou o estado após vencer o pleito de 2018.
Afastado em 2020 e cassado em 2021 por um Tribunal Especial Misto devido a investigações sobre contratos na saúde durante a pandemia, Witzel reafirma sua inocência. Ele argumenta que o período de cinco anos de inelegibilidade imposto pelo processo de impeachment se encerra antes do período eleitoral deste ano. Durante o evento, a assessoria do político apresentou uma certidão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) atestando a inexistência de ações cíveis e criminais contra ele naquela corte específica, embora o documento não anule as decisões da Justiça estadual. No plano de governo apresentado, destacam-se a política de tolerância zero ao crime, a criação de 100 escolas cívico-militares e a instituição de uma Secretaria Estadual de Capelania.

A disputa pelo Senado com André Monteiro do BOPE
O evento também serviu como palco para o lançamento da pré-candidatura de André Monteiro ao Senado Federal. Com uma trajetória consolidada no Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), Monteiro surge como uma forte aposta do Democrata para uma das vagas em disputa no Senado Federal por estado nesta eleição. Sua plataforma eleitoral prioriza a reestruturação e valorização das forças policiais, o endurecimento de penas e o combate frontal às facções criminosas e milícias que atuam nas regiões metropolitanas e no interior do estado.
A corrida para o Senado Federal é considerada estratégica pela ala conservadora. A renovação da bancada fluminense em Brasília é apontada por analistas e integrantes do partido como um passo fundamental para sustentar as reformas de segurança pública e de pautas de direita a nível federal. A presença de um nome com a experiência de combate urbano de André Monteiro é vista internamente como uma representação legítima dos anseios por ordem e autoridade que o eleitorado do Rio de Janeiro costuma demandar.

Renovação no legislativo com Thiago Nunes para deputado federal
Complementando as candidaturas proporcionais que buscam reconfigurar as casas legislativas, o empresário e ativista Thiago Nunes teve seu nome oficializado como pré-candidato a deputado federal. Morador e ex-candidato a vereador em Maricá, Nunes possui formação como bacharel em Direito pela Universidade La Salle e atua no escritório Oliveira Nunes Advocacia, sendo pós-graduando em Direito Constitucional. O ativista, que possui posicionamento firme de oposição às pautas de esquerda, ganhou notoriedade no cenário de direita e chegou a ser detido nos atos ocorridos em Brasília no dia 8 de janeiro.
A liderança do partido enfatizou a urgência de renovar a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). De acordo com os discursos do evento, a consolidação de deputados alinhados ideologicamente à direita é essencial para viabilizar projetos estruturais, fiscalizar o orçamento público e garantir governabilidade a um eventual mandato majoritário. Nomes novos na política, como o de Thiago Nunes, trazem oxigenação ao parlamento, permitindo que as demandas por liberdade econômica, valores cristãos e segurança ganhem mais eco e força de votação nos debates legislativos.

