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A retomada dos trabalhos na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), prevista para esta terça-feira (3), deve ser marcada por debates intensos e críticas direcionadas à cúpula da Segurança Pública. O foco dos parlamentares da ala mais conservadora é o secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes. O motivo da discórdia é a numeração escolhida para a nova unidade da corporação no município de Maricá: o 13º BPM.

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A numeração causou forte reação entre deputados bolsonaristas, como Rodrigo Amorim (União), que enxergaram na escolha uma alusão direta ao número de urna do Partido dos Trabalhadores (PT), legenda que administra Maricá há anos. Para esse grupo de parlamentares, o uso do número “13” em uma cidade com histórico petista tão forte sugere uma possível indução ou aceno político, o que tem alimentado o clima de tensão nos bastidores.

A criação da unidade em Maricá

A oficialização da nova unidade ocorreu na última segunda-feira (26), durante uma cerimônia de reestruturação administrativa da Secretaria de Polícia Militar. O batalhão será construído em uma área conhecida como Cidade da Segurança, no bairro Parque Nanci, fruto de uma cooperação entre a Prefeitura de Maricá e o Governo do Estado. Atualmente, a segurança da região é de responsabilidade do 12º BPM, sediado em Niterói.

Em declarações oficiais, o coronel Marcelo de Menezes defendeu a medida como a realização de um sonho antigo da população local, destacando que a união entre os entes federativos permitiu a criação desse equipamento fundamental para a segurança pública da região.

Histórico do 13º Batalhão

O número 13 não é inédito na história da Polícia Militar fluminense. Até o ano de 2011, ele identificava o batalhão localizado na Praça Tiradentes, no Centro do Rio. No entanto, a unidade foi desativada e houve tentativas frustradas de transformar o prédio histórico em um Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPTur).

A oposição na Alerj utiliza esse histórico como argumento para contestar a decisão atual. Os deputados defendem que o número 13 deveria retornar ao Centro da capital, alegando que a região passará por um processo de revitalização residencial e precisará de reforço no policiamento nos próximos anos.

Bastidores políticos

Além da polêmica sobre o número, o cenário eleitoral também contribui para o acirramento dos ânimos. O coronel Marcelo de Menezes é visto como um forte candidato às eleições de outubro, possivelmente buscando uma vaga como deputado federal ou estadual. A visibilidade gerada pelo lançamento de novos batalhões pelo estado é interpretada por opositores como um movimento estratégico, aumentando a pressão política sobre o secretário neste início de ano legislativo.

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Daniel Araújo Portal Inside

By Daniel Araújo

Daniel Araújo, conhecido como Danielzinho, acompanha e analisa tudo o que acontece na capital e na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, desde o cenário político até as principais notícias do dia a dia.