onibus taubaté tau abc transportesFoto: Gabriel Guimarães/TV Vanguarda
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A paralisação dos motoristas e cobradores da ABC Transportes chegou ao fim por volta das 14h30 desta quarta-feira (21), após 10 horas de greve que deixaram Taubaté completamente sem transporte coletivo. A circulação dos veículos foi liberada assim que o adiantamento salarial da categoria, pendente desde a terça-feira (20), foi efetivamente creditado nas contas dos trabalhadores, garantindo o restabelecimento da frota para o fluxo de pico no fim da tarde.

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A interrupção do serviço provocou forte impacto na rotina dos moradores, deixando trabalhadores, estudantes e pacientes da rede pública sem transporte nas primeiras horas do dia. O desabastecimento de coletivos sobrecarregou o transporte individual e inflacionou os preços de corridas por aplicativo na cidade, no trajeto entre o Cecap e a Avenida Independência, por exemplo, o valor cobrado saltou da média de R$ 12 para R$ 35 durante a manhã, segundo levantamento do Vale 360 News.

Embate Financeiro, Repasses da Prefeitura e Aditivo de Quilometragem

A greve escancarou o desgaste no modelo de concessão entre o município e a concessionária privada:

  • Posição do Sindicato: O Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba manteve os ônibus retidos na garagem mesmo após os comunicados de depósito expedidos pela empresa durante a manhã. O serviço só foi liberado quando a categoria confirmou o saldo em conta. A entidade rebateu a tentativa de transferir o impasse ao município, ressaltando que o pagamento do trabalhador é dever legal exclusivo da empregadora.
  • Repasse e reação da Prefeitura: A gestão do prefeito Sérgio Victor (Novo) alegou que efetuou a transferência de verbas para a empresa às 8h desta quarta-feira (21). O governo municipal criticou a paralisação pela falta de aviso prévio e por descumprir a frota mínima de serviços essenciais prevista em lei. A Secretaria de Mobilidade Urbana acionou a Procuradoria-Geral do Município para avaliar sanções contratuais e jurídicas contra a concessionária.
  • Ajuste contratual e custos: A administração municipal pontuou que os custos do transporte coletivo subiram em 2026 em decorrência de um aditivo contratual assinado em 2023, que renovou a concessão até 2034 e alterou a remuneração da empresa do modelo por passageiro transportado para quilômetro rodado.
  • Alegada crise da concessionária: A Busvale, representante da ABC Transportes, sustentou que a empresa enfrentava dificuldades financeiras momentâneas e alegou ter sido pega de surpresa pela decisão dos trabalhadores em fechar a garagem.
ônibus da ABC TAU em taubaté
Foto: Reprodução

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Paralisação dos ônibus em Taubaté expõe calote de repasse e fragilidade no contrato da ABC


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Ônibus voltam a circular em Taubaté após 10 horas de paralisação e pagamento a motoristas Contribua usando o Google
Igor Raphael Portal Inside

By Igor Raphael

Igor Raphael é jornalista e colunista, atual acadêmico de Direito na UNITAU, com atuação voltada à cobertura política e cotidiana do Vale do Paraíba e Nacional. Desenvolve análises sobre decisões do poder público, bastidores institucionais e comunicação política, aliando apuração factual à leitura crítica do cenário público. Ao longo de sua trajetória, tem se dedicado ao acompanhamento de temas de interesse coletivo, com foco na realidade regional, valorizando a pluralidade de fontes, o debate qualificado e a responsabilidade editorial.