O Portal Inside enviou sete perguntas para diversos candidatos a deputado Federal e Estadual que disputam a eleição e que têm base na região do Vale do Paraíba. O objetivo da iniciativa é oferecer um espaço neutro, transparente e sem distinção partidária para que os cidadãos conheçam as opções, ideias e compromissos de cada postulante antes de votarem.
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Nesta edição, apresentamos a Talita Cadeirante, candidata a deputada Estadual pelo partido PSB.
1. Por que você se candidatou a deputado federal e por que escolheu esse partido?
Eu me candidatei porque acredito que a política precisa ocupar espaços que historicamente foram negados a muitas pessoas. Sou professora, sou mulher, sou cadeirante e sou vereadora de Taubaté. Sei, pela minha própria experiência e pela escuta diária da população, o quanto uma decisão tomada no Estado pode mudar, para melhor ou para pior, a vida de uma pessoa.
Na Câmara, aprendi que fiscalizar, cobrar e denunciar privilégios faz diferença, mas também percebi os limites de uma atuação municipal. Quero levar essa experiência para a Assembleia Legislativa e ampliar essa luta para todo o Estado de São Paulo, especialmente para o Vale do Paraíba.
Escolhi o PSB porque me identifico com a defesa da democracia, dos direitos sociais, da justiça social e de um Estado que esteja a serviço das pessoas, e não de privilégios. Quero fazer uma política com a nossa cara, construída com participação e escuta.
2. Quais são suas principais propostas para a região do Vale do Paraíba?
O Vale do Paraíba é uma região muito importante para São Paulo, mas ainda convive com desigualdades enormes no acesso aos serviços públicos. Minha prioridade é fazer com que os investimentos do Estado cheguem de verdade aos municípios.
Na saúde, quero lutar pela regionalização dos serviços, pela redução das filas e por um sistema de regulação mais transparente, para que ninguém precise viajar quilômetros para conseguir um atendimento que poderia ser feito mais perto de casa.
Também quero ampliar a Rede Lucy Montoro no interior e no Vale, fortalecer políticas para pessoas com deficiência, defender mais vagas em educação profissional e ensino superior e melhorar as condições do ensino médio, especialmente para quem trabalha durante o dia.
Outra prioridade é a segurança pública. O Vale não pode continuar convivendo com índices tão altos de violência. Precisamos de mais efetivo, investigação, inteligência e integração entre as forças de segurança.
E quero olhar para aquilo que também constrói a identidade e a economia da nossa região: cultura, turismo, meio ambiente, esporte, juventude e geração de emprego e renda. O Vale tem potência demais para continuar recebendo menos do que merece.
3. Quais são suas principais propostas para o estado de São Paulo?
Minha atuação terá alguns eixos muito claros: saúde, educação, direitos das pessoas com deficiência, direitos das mulheres, segurança pública, diversidade, meio ambiente e cultura.
Na saúde, quero cobrar transparência nas filas do SUS, fortalecer os Departamentos Regionais de Saúde e lutar por mutirões de exames e cirurgias. Também defendo mais atenção à saúde mental, ao autismo, às doenças raras e à saúde materna.
Na educação, quero lutar pela valorização dos professores e por escolas públicas dignas, climatizadas e acessíveis. Educação inclusiva não pode existir apenas no papel: precisamos de profissionais, estrutura e recursos para que os estudantes com deficiência tenham seus direitos garantidos.
Para as pessoas com deficiência, quero transformar direitos que hoje estão apenas na legislação em direitos vividos no cotidiano. Isso significa acessibilidade, tecnologia assistiva, reabilitação, transporte, comunicação acessível e participação nas decisões.
Também quero fortalecer as políticas de proteção às mulheres, combater o racismo e a intolerância religiosa, defender a população LGBTQIAPN+, enfrentar a emergência climática e democratizar o acesso à cultura.
E existe uma coisa que atravessa todas essas pautas: fiscalização. Dinheiro público precisa chegar onde a população precisa.
4. Qual é a sua ideologia política?
Eu me identifico com a esquerda democrática. Acredito em um Estado forte na garantia de direitos, na redução das desigualdades e na construção de políticas públicas que coloquem as pessoas no centro das decisões.
Para mim, política não é só escolher entre esquerda ou direita. É decidir de que lado você está quando uma pessoa espera meses por uma consulta, quando uma criança com deficiência não tem apoio na escola, quando uma mulher sofre violência ou quando uma família não consegue acessar um direito que deveria ser garantido pelo Estado.
Eu escolhi estar do lado de quem historicamente teve menos espaço para falar e decidir.
5. Conte um pouco sobre você e suas ideias.
Eu sou a Talita. Sou professora, vereadora de Taubaté e a primeira mulher cadeirante eleita na história da cidade. Também fui duas vezes a mulher mais votada de Taubaté.
Mas a minha história política começou muito antes de ocupar um cargo. Desde muito jovem, eu percebi que aquilo que acontece na política interfere diretamente na vida da gente. A escola onde estudamos, o atendimento de saúde que recebemos, a rua onde moramos, o transporte que utilizamos: tudo isso é política.
Quando passei a usar cadeira de rodas, também passei a experimentar na pele uma cidade que muitas vezes não foi pensada para todos. Isso reforçou em mim a certeza de que não basta falar sobre inclusão. É preciso mudar estruturas, orçamento e prioridades.
É por isso que acredito tanto na participação popular. Eu não quero chegar à Assembleia com respostas prontas para tudo. Quero levar a experiência do mandato, mas continuar ouvindo quem está nas ruas, nas escolas, nos serviços de saúde, nos bairros e nos movimentos sociais.
Política também é lugar de gente como eu. E, principalmente, política precisa ser um lugar de gente como nós.
6. Quais são suas redes sociais e como o público pode fazer para encontrar mais propostas e ideias de sua autoria?
As pessoas podem acompanhar meu trabalho pelo Instagram, Facebook, TikTok e YouTube, sempre pelo perfil @talitacadeirante, além do nosso site oficial, talitacadeirante.com.br.
É pelas redes que mostramos o dia a dia do mandato, nossas propostas, as fiscalizações e também aquilo que estamos construindo para a candidatura a deputada estadual.
Mais do que pedir que as pessoas conheçam a Talita, quero que elas conheçam as ideias e participem delas. A política que eu defendo é construída com escuta e participação.
7. Considerações finais e seu número de campanha.
Eu quero fazer um convite para quem acredita que a política pode ser diferente.
Uma política que não tenha medo de fiscalizar, que não aceite privilégios, que defenda o serviço público e que entenda que acessibilidade, educação, saúde, segurança, cultura e meio ambiente são direitos e não favores.
Quero levar para a Assembleia a experiência de quem vive o cotidiano da população e conhece, na prática, os obstáculos que tantas pessoas enfrentam para acessar seus direitos.
Sou Talita Cadeirante, candidata a deputada estadual por São Paulo. E o nosso número é 40012.
Porque política também é lugar de gente com a nossa cara. Esse é o nosso jeito de caminhar.

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