A Embraer confirmou nesta segunda-feira (10) que a operação comercial do seu eVTOL (veículo elétrico de pouso e decolagem vertical), desenvolvido pela subsidiária Eve Air Mobility, permanece prevista para ter início em 2028. O anúncio foi feito pelo presidente da companhia, Francisco Gomes Neto, durante a apresentação dos resultados financeiros do segundo trimestre de 2026. A primeira fábrica do modelo, instalada no município de Taubaté, no Vale do Paraíba, foi projetada para alcançar uma capacidade máxima de produção de até 480 unidades anuais.
Você já faz parte do nosso canal no WhatsApp? Por lá, compartilhamos conteúdos exclusivos, avisos importantes e tudo o que você precisa saber de um jeito rápido e prático.
Vem com a gente: Clique aqui e participe!
A expansão da planta fabril em Taubaté ocorrerá de forma gradual, estruturada em quatro módulos industriais com capacidade para 120 aeronaves cada, adaptando o ritmo da linha de montagem à demanda do mercado global. De acordo com a fabricante, o Brasil e os Estados Unidos surgem como os candidatos prioritários para receber os primeiros voos comerciais do “carro voador”, com possibilidade de estreia simultânea ou em períodos muito próximos.
Testes de Voo e Logística de Montagem
O programa tecnológico da Eve alcançou marcos cruciais na campanha de testes de voo, iniciando a fase de transição entre o voo sustentado por rotores verticais e a navegação horizontal por asas. Com autonomia projetada em cerca de 100 quilômetros e capacidade para um piloto e quatro passageiros, o eVTOL exigirá uma estratégia logística diferenciada para entregas internacionais. Em vez de longos voos de traslado, a Embraer planeja realizar a etapa final de montagem dos componentes perto dos locais de operação dos clientes.
A carteira do projeto conta com aproximadamente 3 mil cartas de intenção de compra e contratos firmes, impulsionando a consolidação de Taubaté e do Vale do Paraíba como um polo de inovação na mobilidade aérea urbana. A infraestrutura de produção no município já contou com o aporte de R$ 500 milhões financiados pelo BNDES, alinhando a fabricação nacional às exigentíssimas etapas de certificação aeronáutica junto a órgãos reguladores internacionais.

