hospital municipal universitário de taubatéFoto: Reprodução/Gabriel Guimarães - TV Vanguarda
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O clima de transição na gestão do Hospital Municipal Universitário de Taubaté (HMUT) ganhou um novo capítulo de tensão. O Grupo Chavantes, Organização Social de Saúde (OSS) que administra a unidade até o dia 31 de julho, afirmou publicamente que não recebeu qualquer pedido de cotação ou consulta por parte da Prefeitura de Taubaté para o contrato emergencial que cobrirá o funcionamento do hospital a partir de agosto.

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A contratação emergencial temporária é necessária para garantir que o hospital de média e alta complexidade não interrompa os atendimentos à população. Isso porque o novo edital de chamamento definitivo, com valor estimado de R$ 11 milhões mensais, só terá a abertura das propostas no dia 2 de setembro, gerando um intervalo de transição sem cobertura contratual regular.

De acordo com o comunicado divulgado pelo Grupo Chavantes, a entidade permanece qualificada no município, sem impedimentos jurídicos e com interesse formalizado em participar da disputa temporária. A direção da OSS classificou como “estranha” a sua exclusão da pesquisa de preços, uma vez que a atual gestão domina as rotinas assistenciais, as escalas profissionais, os contratos de fornecedores e o fluxo de pacientes do complexo de saúde.

Questionamento sobre restrição de concorrentes e custos da operação

O Grupo Chavantes apontou que recebeu informações de bastidores indicando que apenas três organizações de saúde teriam sido convidadas pela prefeitura para apresentar propostas de cotação emergencial. A entidade argumenta que uma consulta restrita violaria as regras de ampla concorrência e isonomia que regem a administração pública.

Outro ponto de divergência técnica levantado pela atual gestora diz respeito ao orçamento. O grupo alega que o valor de operação praticado hoje no HMUT é inferior ao custo de referência estimado no novo edital de chamamento definitivo da prefeitura, o que tornaria sua proposta teoricamente mais vantajosa economicamente para os cofres públicos durante o período de transição.

Do outro lado da disputa, a Prefeitura de Taubaté fundamenta a decisão de encerrar a parceria com o Grupo Chavantes com base em uma decisão do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), que apontou irregularidades no chamamento original realizado em 2024 e no contrato atual. Além disso, o prefeito Sérgio Victor fez duras críticas públicas à qualidade dos serviços prestados pela entidade ao longo da atual administração.

A troca de comando no principal hospital público de Taubaté exige atenção máxima quanto à transferência de prontuários, manutenção de insumos e segurança jurídica das equipes de trabalho. Recentemente, em julho, os funcionários do HMUT chegaram a suspender uma paralisação de braços cruzados somente após o depósito emergencial dos salários atrasados pela prefeitura.

Grupo Chavantes afirma que foi ignorado pela Prefeitura em contrato emergencial do HMUT Contribua usando o Google
Igor Raphael Portal Inside

By Igor Raphael

Igor Raphael é jornalista e colunista, atual acadêmico de Direito na UNITAU, com atuação voltada à cobertura política e cotidiana do Vale do Paraíba e Nacional. Desenvolve análises sobre decisões do poder público, bastidores institucionais e comunicação política, aliando apuração factual à leitura crítica do cenário público. Ao longo de sua trajetória, tem se dedicado ao acompanhamento de temas de interesse coletivo, com foco na realidade regional, valorizando a pluralidade de fontes, o debate qualificado e a responsabilidade editorial.