Uma motociclista identificada como Carina ficou ferida após ser atingida no pescoço por um cabo de fiação solto e suspenso na manhã desta segunda-feira (13), enquanto trafegava pela Avenida Rio Branco, em Caraguatatuba, no Litoral Norte. O impacto com a fiação fez com que a condutora perdesse o controle do veículo e sofresse uma queda violenta na pista asfáltica.
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O acidente ocorreu por volta de 6h30, no trecho da avenida situado em frente à unidade da empresa ArcelorMittal, em uma via de tráfego intenso que corre paralela à Rodovia dos Tamoios. A vítima, que estava a caminho de seu posto de trabalho, sofreu cortes na região do pescoço causados pela pressão do cabo metálico. Ela foi socorrida por equipes de emergência e transportada até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) local. Não há boletim médico atualizado sobre seu estado de saúde.
A origem e a propriedade do cabo que causou o sinistro ainda não foram oficialmente esclarecidas pelas autoridades de trânsito. Investigações preliminares buscam determinar se o fio pertence à rede de telecomunicações, internet ou energia elétrica, bem como o motivo de ele estar posicionado em uma altura que oferecesse perigo iminente aos motoristas. Não foram registrados sinais de que o condutor de cobre estivesse energizado no momento do contato.
Notificações e Impasse Judicial com Concessionária
Em nota oficial emitida nesta tarde, a Prefeitura de Caraguatatuba lamentou o ocorrido, desejou a plena recuperação da munícipe e revelou que levará o caso ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP). O Executivo detalhou que, desde o início de 2025, a Secretaria de Urbanismo monitora e mapeia as fiações irregulares pela cidade, aplicando notificações e multas às concessionárias responsáveis pela infraestrutura de postes.
A prefeitura declarou que há um acordo judicial vigente que obriga a concessionária de energia, detentora dos postes, a remover os cabos de telecomunicação obsoletos ou soltos identificados pela fiscalização. No entanto, o município afirma que parte considerável dessas remoções não foi executada pelas empresas envolvidas. Com o acidente desta segunda-feira, a gestão municipal pedirá intervenção do MPSP para garantir o cumprimento imediato das obrigações contratuais pactuadas.

