Um homem de 42 anos, identificado como Samuel Grossi Whately, morreu no final da tarde de segunda-feira (6) após ser baleado por um guarda civil municipal de 32 anos que estava de folga. A ocorrência foi registrada em um estabelecimento comercial localizado no bairro Estiva, em Taubaté, e mobilizou equipes de segurança e socorro médico.
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De acordo com o boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil, o guarda municipal relatou que estava no comércio quando Samuel se aproximou para pedir dinheiro. Após receber uma resposta negativa, o homem teria apresentado comportamento agressivo e avançado em direção ao agente portando uma faca que retirou da mochila. O guarda afirmou ter se identificado como integrante da corporação e ordenado a interrupção do ato. Diante da recusa e da proximidade do suspeito, o guarda efetuou dois disparos de arma de fogo.
Viaturas da própria Guarda Civil Municipal (GCM) foram as primeiras a prestar assistência na cena e iniciaram os procedimentos de reanimação cardíaca até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas a equipe médica constatou o óbito de Samuel no local.
Apreensão de Objetos e Análise de Imagens de Segurança
A Polícia Civil localizou a faca descrita no depoimento junto ao corpo de Samuel. Na mochila da vítima, os policiais também apreenderam objetos pessoais, um aparelho celular, outros materiais perfurocortantes e dois recipientes contendo cocaína. A arma de fogo utilizada pelo guarda civil e a faca foram encaminhadas ao Instituto de Criminalística (IC).
Durante a apuração preliminar do caso, a equipe de investigação da Delegacia Seccional de Taubaté recolheu e analisou imagens de câmeras de monitoramento do perímetro. Segundo o delegado plantonista, os registros em vídeo são compatíveis com a versão cronológica apresentada pelo agente, demonstrando que a faca foi sacada antes da reação com o armamento de fogo.
Com base nos indícios visuais e testemunhais colhidos, a autoridade policial tipificou o caso inicialmente sob a excludente de ilicitude por legítima defesa, optando por não lavrar o auto de prisão em flagrante contra o guarda. O corpo foi removido ao Instituto Médico Legal (IML) para exames de necropsia, e o inquérito policial seguirá em andamento para detalhar as circunstâncias da ocorrência.

