A greve dos trabalhadores da Urbanizadora Municipal (Urbam) em São José dos Campos terá continuidade. Em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (24), a categoria decidiu pela manutenção da paralisação após a audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), realizada no dia anterior, terminar sem um acordo entre as partes.
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O Sindicato dos Empregados em Empresas de Assessoramento (SEAAC) havia assumido o compromisso de consultar os trabalhadores sobre uma eventual suspensão do movimento até o julgamento do dissídio coletivo pelo tribunal. No entanto, a proposta de pausa na greve foi rejeitada pelos funcionários em votação. Com o impasse mantido, o processo seguirá para a análise e julgamento do colegiado do TRT-15, que ainda não possui uma data definida.
A Urbam lamentou a decisão da categoria e informou que a adesão ao movimento é baixa. De acordo com a empresa, apenas 200 dos mais de 4.100 colaboradores aderiram à paralisação, o que representa cerca de 4,9% do quadro total de funcionários. A gerência da companhia assegura que todos os serviços essenciais de zeladoria, limpeza urbana e suporte municipal operam de maneira integral e normalizada, sem registros de atrasos ou suspensões. O sindicato, por sua vez, não divulgou um balanço próprio de adesão para este dia.
Divergências Econômicas e Próximos Passos
O principal ponto de conflito nas negociações gira em torno de benefícios e auxílios financeiros. A categoria pleiteia o reajuste do vale-refeição, solicitando a elevação do valor atual de R$ 27 para R$ 33, além do fornecimento de assistência médica sem coparticipação para os servidores que recebem salários de até R$ 5 mil. Reivindicações sobre adicionais de insalubridade também constam na pauta.
A direção da Urbam argumenta que acolheu 73% das solicitações apresentadas pelos representantes dos trabalhadores durante as tratativas na sede da empresa e no tribunal. A administração afirma que as contrapropostas oferecidas respeitam a realidade financeira e orçamentária da instituição municipal. Esta é a segunda paralisação promovida pela categoria em 2026; a primeira ocorreu em abril e durou dez dias, sendo interrompida para a retomada de diálogos que não resultaram em consenso definitivo.
Para buscar apoio político e ampliar o debate sobre as reivindicações, o SEAAC informou que os trabalhadores realizarão uma manifestação nesta quinta-feira (25). O grupo pretende marchar pelas vias públicas até a Câmara Municipal de São José dos Campos, onde tentarão uma agenda com os vereadores para expor as demandas trabalhistas da estatal.

