cratera do jardim imperial são josé dos camposFoto: PMSJC
Compartilhe a gente! — @portal.inside

A Prefeitura de São José dos Campos oficializou, na tarde desta sexta-feira (19), a assinatura de um convênio de cooperação financeira com o governo do estado de São Paulo para garantir o aporte de R$ 9,4 milhões nas obras de contenção e macrodrenagem do Jardim Imperial, na Zona Sul. O ato solene, realizado no Paço Municipal, contou com a participação do prefeito Anderson Farias (PSD) e do vice-governador paulista, Felicio Ramuth (MDB). O recurso extraordinário carimba o início da segunda fase do projeto de engenharia civil que tenta erradicar as sucessivas aberturas de crateras na Rua Felisbina de Souza Machado.

Você já faz parte do nosso canal no WhatsApp? Por lá, compartilhamos conteúdos exclusivos, avisos importantes e tudo o que você precisa saber de um jeito rápido e prático.

Vem com a gente: Clique aqui e participe!

Pelo plano de partilha financeira pactuado entre os entes federativos, o Tesouro Estadual injetará R$ 7,8 milhões diretos na conta do projeto, enquanto a municipalidade de São José dos Campos cobrirá a contrapartida de R$ 1,5 milhão com dotações orçamentárias próprias. O montante global será canalizado para o custeio de serviços complementares à galeria de águas pluviais, incluindo a recomposição asfáltica de alta resistência do leito viário, pavimentação de calçadas de passeios e readequação das redes de microdrenagem superficial do entorno afetado.

A intervenção definitiva de engenharia pesada já está em andamento no local desde o mês de abril, sob a responsabilidade técnica da empresa Terrax Construções Ltda., que venceu o processo licitatório inicial com uma proposta de R$ 6,79 milhões. O cronograma prevê um prazo de execução estipulado entre 12 e 15 meses.

Histórico de Colapsos e Métodos de Engenharia

O passivo estrutural da Rua Felisbina de Souza Machado arrasta-se desde janeiro, colecionando incidentes graves que desalojaram dezenas de famílias.

  • O Estopim (27 de Janeiro): Uma tubulação metálica antiga de escoamento sofreu corrosão severa, cedendo sob o peso da via e engolindo um caminhão carregado com 10 toneladas de blocos de concreto.
  • A Interdição (7 de Fevereiro): Uma segunda cratera, de proporções ainda maiores, abriu-se a poucos metros da primeira, forçando a Defesa Civil a interditar um condomínio residencial com 34 apartamentos, deixando 156 moradores desalojados até a estabilização emergencial do terreno pela Urbam.
  • Túnel Subterrâneo: Para sanar o problema sem afetar as fundações dos prédios, a Terrax executa a obra por “método não destrutivo”, cravando túneis subterrâneos estruturados a profundidades que variam de 7 a 15 metros.

Apesar do canteiro de obras instalado, o solo da Zona Sul permanece instável. Na última terça-feira (16), o pavimento voltou a registrar afundamento parcial após episódios de chuvas. A Secretaria de Mobilidade Urbana e a Urbam justificaram que a movimentação de terra é prevista devido à saturação do solo e ao andamento das escavações profundas, assegurando que o cronograma contratual de entrega não sofrerá descompassos ou atrasos.

Contribua usando o Google
Igor Raphael Portal Inside

By Igor Raphael

Igor Raphael é jornalista e colunista, atual acadêmico de Direito na UNITAU, com atuação voltada à cobertura política e cotidiana do Vale do Paraíba e Nacional. Desenvolve análises sobre decisões do poder público, bastidores institucionais e comunicação política, aliando apuração factual à leitura crítica do cenário público. Ao longo de sua trajetória, tem se dedicado ao acompanhamento de temas de interesse coletivo, com foco na realidade regional, valorizando a pluralidade de fontes, o debate qualificado e a responsabilidade editorial.