O cenário político do Rio de Janeiro ganha um novo capítulo com a confirmação da pré-candidatura de André Monteiro ao Senado Federal. Com uma trajetória de 28 anos no Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), histórico como ex-Sargento do Exército e 2º Tenente RR da PMERJ, Monteiro une a vivência operacional à uma sólida formação técnica e acadêmica. Bacharel em Direito, especialista em Direito Penal e com MBA em Administração Pública, o pré-candidato também carrega no currículo capacitações estratégicas como o Curso de Inteligência da PMERJ, o Curso de Ações Táticas do BOPE e estágios de Técnicas Especiais e Operações Aéreas pelas Forças Especiais do Exército Brasileiro.
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Toda essa bagagem técnica e acadêmica o gabaritou para atuar como professor universitário em cursos de pós-graduação de Segurança Pública, professor convidado da Fundação Escola do Ministério Público de Minas Geras e palestrante em congressos por todo o país. Com experiência prática em gestão pública, incluindo a atuação como Diretor-Geral do DEGASE em 2019 e a criação e coordenação dos Colégios Cívico-Militares da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro em 2020, o ex-suplente ao Senado na chapa de Daniel Silveira em 2022 e ex-candidato ao governo em 2018 aposta em uma plataforma que alia o combate rigoroso à criminalidade à eficiência administrativa e educacional.
Em uma conversa franca, André Monteiro detalhou suas motivações para a escolha de sua atual legenda partidária, criticou duramente o atual panorama político fluminense e defendeu que a segurança pública seja tratada como uma política de Estado permanente, integrada a ações sociais e econômicas. Além disso, o pré-candidato compartilhou sua visão sobre a atual crise entre os Poderes em Brasília e se posicionou de forma favorável à anistia dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
Confira abaixo a entrevista exclusiva:

Por que escolheu o partido Democrata para se lançar pré-candidato ao Senado pelo RJ?
André Monteiro: Escolhi o Democratas porque foi o único partido que me ofereceu plena autonomia para defender aquilo em que acredito e para enfrentar, sem amarras, o sistema político viciado e corrupto que se instalou em nosso estado ao longo das últimas décadas. Faço parte de um partido cujos dirigentes não estão envolvidos em escândalos de corrupção ou em qualquer tipo de falcatrua. Para mim, a política precisa voltar a ser um instrumento de transformação da sociedade, e não um meio de manutenção de privilégios para grupos de poder.
Como o senhor analisa o cenário para o Senado e Governo do RJ?
André Monteiro: O cenário atual da disputa pelo Senado no Rio de Janeiro é extremamente preocupante. Encontramos pré-candidatos com pendências judiciais, candidatos vinculados a grupos políticos marcados por escândalos de corrupção, candidatos que recebem apoio de organizações criminosas e candidatos que relativizam a gravidade da violência praticada por facções que impõem o terror à população. Diante desse cenário, apresento meu nome com a convicção de que o Rio de Janeiro precisa de uma representação firme, preparada e comprometida exclusivamente com os interesses da população.
Sobre segurança pública, o senhor foi do BOPE. Quais seus projetos para a segurança no RJ?
André Monteiro: Na área da segurança pública, não há mais espaço para improvisação, amadorismo ou teorias desconectadas da realidade. Segurança pública não se aprende apenas nos livros ou em debates acadêmicos; ela exige conhecimento prático, experiência de gestão e coragem para tomar decisões. Durante décadas, a segurança pública foi tratada como política de governo, sujeita aos interesses de cada administração que assumia o poder. Defendo uma política de Estado permanente, com objetivos claros e metas definidas, integrada à educação, à assistência social e à geração de emprego e renda para as populações mais vulneráveis. Ao mesmo tempo, é indispensável combater de forma firme, inteligente e estratégica o avanço da criminalidade. O cidadão de bem não pode continuar refém de criminosos e organizações que dominam territórios e aterrorizam comunidades inteiras. O Estado precisa recuperar sua autoridade e garantir que a lei prevaleça em todos os lugares.
Além da segurança pública, quais suas demais pautas importantes que o senhor defende?
André Monteiro: Na educação, apresento resultados concretos. Fui o idealizador das escolas cívico-militares do Estado do Rio de Janeiro, um modelo que contribuiu para elevar indicadores educacionais e demonstrar que disciplina, valorização dos profissionais e gestão eficiente podem transformar a realidade dos estudantes. Acredito que uma educação de qualidade é uma das mais importantes ferramentas de prevenção à criminalidade e de promoção da cidadania. Investir na formação das novas gerações é investir em segurança pública, desenvolvimento econômico e justiça social.
O que acha da crise institucional atual entre o Congresso, Governo Federal e principalmente o STF?
André Monteiro: Também considero fundamental o fortalecimento das instituições. O Brasil vive um momento de desequilíbrio institucional que preocupa milhões de brasileiros. Quando agentes públicos deixam de cumprir suas responsabilidades ou quando instituições deixam espaços vazios, outros atores inevitavelmente ocupam esse espaço. Da mesma forma que a ausência do Estado favorece o crescimento do crime organizado, a fragilidade política favorece a expansão do protagonismo de outras instituições. Precisamos restabelecer o equilíbrio entre os Poderes, fortalecer a representação popular e garantir que cada instituição atue dentro dos limites estabelecidos pela Constituição.
O senhor é a favor da anistia dos presos do 8 de janeiro de 2023?
André Monteiro: Defendo a anistia dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Entendo que houve controvérsias jurídicas relevantes quanto à condução dos processos, à definição de competências e à proporcionalidade das penas aplicadas. Considero legítimo que o Congresso Nacional debata amplamente essa questão, observando os princípios constitucionais, o devido processo legal e a busca pela pacificação nacional. Meu compromisso é com a verdade, com a segurança, com a educação, com a liberdade e com a recuperação da dignidade do povo fluminense. O Rio de Janeiro pode mais. O Brasil pode mais. E é por isso que coloco meu nome à disposição da população para disputar uma vaga no Senado da República. Força e Honra!



