A assembleia geral dos servidores públicos municipais de Taubaté rejeitou formalmente, na manhã desta quinta-feira (11), a nova contraproposta apresentada pela administração do prefeito Sérgio Victor. Diante da negativa unânime da categoria, os trabalhadores aprovaram por ampla maioria a continuidade da greve geral, que entra em seu nono dia e segue paralisando e afetando os serviços da rede de saúde e educação na cidade.
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O recuo da categoria ocorre após uma longa reunião de conciliação que avançou pela tarde e noite de quarta-feira (10) no Palácio do Bom Conselho. O encontro contou com a presença de representantes da diretoria do sindicato, do presidente da Câmara Municipal e do vereador que atua como líder do governo no parlamento, mas o teor do acordo apresentado pelo Poder Executivo não agradou à base do funcionalismo.
Detalhes da Proposta Rejeitada e Recursos
Em nota oficial divulgada pelo governo municipal, a prefeitura argumentou que o delicado cenário fiscal e o peso das obrigações orçamentárias herdadas de anos anteriores limitam o poder de endividamento da máquina pública. Com base na arrecadação do primeiro quadrimestre, o município informou dispor de uma margem financeira de aproximadamente R$ 10 milhões, saldo ligeiramente superior ao excedente arrecadado com o IPTU em relação ao ano anterior.
A partir desse teto orçamentário, a prefeitura formatou um pacote que acabou rejeitado e que incluía:
- Reajuste de 2,5% na referência salarial de 2026, porém com pagamento adiado para 2027 (sendo 1% na folha de janeiro e o restante de 1,5% apenas na folha de março).
- Manutenção do aumento do vale-alimentação para R$ 844,56, com a mudança permanente do cálculo do benefício para 3 UFMT (Unidade Fiscal do Município de Taubaté) a partir de setembro.
- Criação de uma mesa de negociação permanente para a prestação de contas mensal das receitas aos representantes dos trabalhadores.
O comando de greve alegou que o parcelamento proposto e o adiamento do reajuste para o próximo ano não cobrem as perdas imediatas decorrentes da inflação acumulada, que motivaram o pedido original de recomposição salarial de 9,43%.
Coletiva de Imprensa e Conciliação Judicial
Logo após a confirmação de que os servidores decidiram manter os braços cruzados, a Prefeitura de Taubaté adotou uma nova estratégia política e anunciou a convocação de uma coletiva de imprensa para tratar de forma aberta sobre a real situação financeira do município. O debate técnico e institucional está agendado para ocorrer nesta sexta-feira (12), a partir das 15h.
Paralelamente ao cenário de atrito político na cidade, o impasse trabalhista caminha agora para esferas jurídicas definitivas. Ambas as partes devem se encontrar formalmente na próxima segunda-feira (15) para uma audiência de conciliação que já foi agendada e será mediada pelo Poder Judiciário. A administração municipal reiterou em nota que permanece aberta ao diálogo, mas que precisa respeitar de forma rigorosa os limites legais e de responsabilidade fiscal do orçamento municipal.


