A Polícia Civil deflagrou uma operação na última quarta-feira (27) para cumprir mandados de busca e apreensão na sede da Prefeitura de Caçapava e em endereços residenciais do município. A intervenção integra um inquérito policial que apura a suposta existência de um “gabinete do ódio” operando no âmbito do poder público local. Segundo as investigações preliminares, a estrutura estaria sendo utilizada de forma coordenada para desferir ataques e ofensas digitais por meio de redes sociais contra cidadãos e parlamentares que tecem críticas à atual administração municipal.
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Além do prédio da administração central do Executivo, as equipes de policiais civis direcionaram as buscas a imóveis particulares localizados nos bairros Real Park e Jardim Santa Isabel. A coleta de dados e materiais visa identificar o possível envolvimento de servidores públicos e o uso de recursos da máquina estatal nas ações difamatórias. Os trabalhos investigativos e operacionais estão sendo integralmente conduzidos e centralizados pela Delegacia Seccional de São José dos Campos. A abertura do procedimento policial decorreu de denúncias formais protocoladas pelo munícipe Eugênio de Freitas e pelo vereador Maicon Goiembiesqui, do partido Republicanos.
A deflagração da operação elevou o clima de tensão política em Caçapava, ocorrendo em um momento já marcado por recentes questionamentos públicos acerca da atuação de funcionários comissionados e de constantes embates institucionais entre o Poder Executivo, membros da Câmara de Vereadores e lideranças comunitárias. Em resposta oficial ao episódio, a Prefeitura de Caçapava emitiu uma nota de esclarecimento pontuando que, até o presente momento, não existem apontamentos formais de irregularidades que pesem contra a instituição, tampouco comprovação jurídica que ateste a participação de qualquer servidor público nos fatos que estão sendo investigados.

