A defesa de um motorista de aplicativo, investigado sob a acusação de crime sexual em Jacareí, anexou ao inquérito policial uma gravação ambiental da corrida para confrontar a denúncia feita por uma passageira adolescente. O caso aconteceu na noite da última quarta feira (20), no bairro Jardim Maria Amélia, e ganhou repercussão após a jovem pular do veículo em movimento. O áudio, que possui cerca de 25 minutos de duração, passa a ser um elemento essencial para a Polícia Civil contrastar as versões divergentes apresentadas pelas partes.
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De acordo com as transcrições do material fonográfico apresentado pela defesa, o diálogo travado entre o condutor e a menor de idade concentrou-se estritamente na forma de pagamento da viagem. O motorista questionou a jovem sobre o uso de dinheiro ou Pix e recusou o pedido da passageira para transferir o valor do débito para a próxima corrida, alegando já ter tomado quatro calotes seguidos na plataforma. Diante do impasse financeiro, o motorista solicitou que ela deixasse o aparelho celular no carro e chamasse a mãe para quitar a taxa, ou que descesse do automóvel. Na sequência, o condutor afirmou que a levaria até a delegacia, momento em que a jovem abriu a porta e saltou com o carro em deslocamento. O áudio registra o motorista alertando que a corrida estava sendo gravada e que ela iria se machucar.
A versão contida no boletim de ocorrência inicial apontava que o motorista teria proferido frases de conotação sexual após deixar duas amigas da menor no bairro Bela Vista. O documento policial chegou a registrar o caso de forma preliminar como tentativa de favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável. Contudo, a análise técnica dos trechos acessados indica a ausência de qualquer fala de teor sexual por parte do investigado. O advogado Jorge Cespedes, responsável pela defesa do motorista, declarou em nota oficial que a acusação é falsa e que aguarda a comprovação da inocência de seu cliente, ressaltando que os responsáveis responderão judicialmente pelo ato. A Polícia Civil prossegue com as investigações para realizar a perícia oficial da integridade do áudio e colher novos depoimentos.

