A cidade de Taubaté promoveu uma mobilização voltada para a segurança e a proteção de crianças e adolescentes. O encontro foi organizado pelo advogado Lucas Lousada, especialista em Direito Público e ativista social pelos direitos da infância e juventude. Lousada, que foi membro do CMDCA de Taubaté e presidiu a Comissão de Direito Público da OAB no município, superou o abuso sexual na infância e atua convertendo sua própria história em uma ferramenta de conscientização e mobilização.
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Uma roda de conversa aberta ao público foi realizada na Praça Santa Terezinha, no Centro da cidade, para debater métodos de prevenção, conscientização e o fortalecimento de toda a rede de enfrentamento contra a violência sexual infantojuvenil. O encontro integrou as ações locais da campanha nacional Maio Laranja.

O evento contou com atividades de panfletagem e diálogo direto com a população que circulava pela praça. A iniciativa registrou a participação do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Taubaté (CMDCA), dos Conselhos Tutelares 1 e 2, além da presença da educadora, ativista e ex-vereadora Pollyana Gama.
O propósito central da roda de conversa foi consolidar um espaço seguro para a escuta, orientação e articulação entre os órgãos de defesa. O público-alvo da ação abrangeu toda a sociedade civil, com foco em familiares que convivem com históricos de violência, sobreviventes em busca de suporte e orientação jurídica, estudantes, pais e profissionais atuantes nas áreas de educação, saúde e assistência social.

História, canais de denúncia e conscientização coletiva:
Durante os debates, as lideranças e o público abordaram eixos fundamentais como a identificação de sinais de violência, os canais oficiais para o recebimento de denúncias, a necessidade do acolhimento humanizado para evitar a revitimização, o avanço das políticas públicas permanentes e as formas de prevenção no ambiente digital.
A escolha do dia 18 de maio faz referência direta ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, instituído oficialmente pela Lei Federal nº 9.970/2000. A data relembra o caso da menina Araceli Crespo, de 8 anos, que foi vítima de violência e assassinato no ano de 1973. A campanha reforça que a proteção infantojuvenil é um dever coletivo que envolve a cooperação contínua entre as famílias, as instituições de ensino, o sistema de saúde, a assistência social, os órgãos de justiça e o poder público.

