pccFoto: Alex Silva/Estadão Conteúdo
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Há exatamente duas décadas, o estado de São Paulo e a região do Vale do Paraíba vivenciaram uma das semanas mais traumáticas da segurança pública brasileira. Em maio de 2006, o Primeiro Comando da Capital (PCC), facção que nasceu dentro da Casa de Custódia de Taubaté em 1993, desencadeou uma ofensiva sem precedentes contra o poder público. O balanço final de nove dias de caos foi de 564 mortos e 110 feridos, incluindo a execução de 59 agentes públicos.

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No Vale do Paraíba, o terror foi coordenado de dentro dos presídios por meio do “salve geral”. Cidades como São José dos Campos, Taubaté, Tremembé e Potim registraram rebeliões simultâneas em suas unidades prisionais. Nas ruas, a violência se manifestou em ataques diretos: em Taubaté, uma agência bancária no centro foi alvo de 22 disparos; em Pindamonhangaba, a Delegacia de Defesa da Mulher foi atacada com coquetéis molotov; e em São José, Jacareí e Caçapava, o incêndio de ônibus paralisou o transporte e espalhou o pânico entre os moradores.

Vinte anos depois, a facção mudou de estratégia. Se em 2006 o foco era o confronto direto e visível, hoje o PCC opera como uma multinacional do crime organizado. Segundo o Ministério Público, a organização movimenta cerca de R$ 10 bilhões anuais e conta com 40 mil integrantes espalhados por 28 países. O cenário de guerra urbana deu lugar a uma estrutura empresarial voltada ao tráfico internacional e à lavagem de dinheiro, consolidando-se como uma máfia transnacional que desafia autoridades globais.

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By Redação Inside

Redação Editorial do Portal Inside