febre amarela vacinaFoto: Rovena Rosa/Agência Brasil
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O avanço da febre amarela em Lagoinha colocou as autoridades de saúde do Vale do Paraíba em estado de vigilância máxima. Nesta quinta-feira (14), a Vigilância Epidemiológica do Estado confirmou mais dois óbitos na cidade: dois homens, de 54 e 64 anos. Com os novos registros, o município já contabiliza quatro mortes pela doença somente este ano, enquanto a vizinha Cunha registra um falecimento.

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Um detalhe crucial une as novas vítimas: nenhuma delas possuía histórico de vacinação. O cenário reforça o que especialistas vêm alertando desde as primeiras confirmações em abril: a imunização é a única barreira eficaz contra a evolução grave da doença, que pode levar à falência renal e hepática. Em resposta ao surto, a prefeitura ampliou as frentes de vacinação, focando especialmente em moradores de áreas rurais e de mata, onde a circulação do vírus é mais intensa.

A febre amarela silvestre é transmitida por mosquitos e utiliza os macacos como “sentinelas”; quando esses animais morrem na mata, é um sinal claro de que o vírus está circulando e pode atingir humanos não vacinados. Os sintomas iniciais, como febre repentina e dores intensas no corpo, podem ser confundidos com viroses comuns, mas a rapidez na busca por atendimento médico e a atualização da caderneta de vacinação no SUS são as únicas formas de evitar que Lagoinha e região enfrentem uma crise ainda maior.

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By Redação Inside

Redação Editorial do Portal Inside