Um movimento cidadão em Taubaté intensificou a pressão sobre as autoridades para salvar a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. O templo, erguido por escravizados entre 1700 e 1705, está interditado desde setembro de 2010 devido a graves problemas estruturais. Após 15 anos de abandono, uma petição pública com 1.173 assinaturas verificadas exige respostas concretas da Prefeitura, da Diocese e dos órgãos de preservação do patrimônio.
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O documento solicita a apresentação urgente de um projeto técnico de restauro que inclua cronograma detalhado, previsão orçamentária e transparência sobre o financiamento. A Igreja do Rosário é um dos raros testemunhos da resistência e identidade da população negra no período colonial do interior paulista. Para os ativistas, a deterioração progressiva do monumento representa uma omissão simbólica que apaga a história daqueles que construíram as bases da cidade.
A mobilização alerta que o prolongado fechamento coloca em risco a integridade física da estrutura tombada e a memória coletiva de Taubaté. Os organizadores do movimento cobram que as instituições ajam de forma conjunta antes que os danos ao templo histórico se tornem irreversíveis, garantindo que esse espaço de espiritualidade e ancestralidade volte a ocupar seu lugar de direito na vida cultural da cidade.

