A Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal e o Ministério Público Federal, deflagrou na manhã desta quinta-feira (7) a Operação Títulos Podres. A ação visa desarticular um esquema milionário de fraudes fiscais que utilizava créditos fraudulentos para compensar tributos federais de forma indevida. Entre os alvos da ofensiva estão as cidades de São José dos Campos e Caraguatatuba.
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O esquema funcionava por meio de escritórios de advocacia, consultorias tributárias e empresas de fachada. Essas organizações ofereciam a empresas devedoras soluções ilegais para quitar ou reduzir dívidas fiscais utilizando os chamados “títulos podres”. As investigações apontam que o grupo contava com a participação de servidores públicos e utilizava mecanismos sofisticados de lavagem de dinheiro, como contas em nome de terceiros e empresas interpostas, para dificultar o rastreamento dos valores.
Ao todo, a Justiça Federal expediu 40 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão temporária, cumpridos em São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Maranhão. Além de São José e Caraguá, cidades como Osasco, Praia Grande e a capital paulista também foram alvos das diligências. Até o momento, o balanço detalhado de apreensões específicas em cada município da região não foi divulgado.
O prejuízo estimado aos cofres públicos chega a R$ 100 milhões nesta fase da operação. Para garantir o ressarcimento do erário, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 32 milhões em bens e valores dos suspeitos. Paralelamente, a PF realiza a segunda fase da Operação Consulesa, que investiga desvios ainda maiores, calculados em R$ 670 milhões.

