O Grupo Chavantes, gestor do Hospital Municipal Universitário de Taubaté (HMUT), anunciou a abertura de uma sindicância interna para apurar denúncias de violência obstétrica e falhas no atendimento materno-infantil. A medida ocorre após a divulgação de diversos relatos de mães e familiares que apontam complicações graves durante partos e assistência inadequada na unidade.
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Entre os casos que motivaram a investigação está o de Aline Cristina da Cruz Prudente, de 28 anos. Ela afirma ter sofrido perfurações na bexiga e no útero durante a cesárea de sua filha, o que resultou na necessidade de uso de sonda urinária e dificuldades severas no pós-operatório. Outros relatos mencionam períodos excessivos de indução de parto normal, demora na realização de procedimentos cirúrgicos e até casos de bebês que teriam nascido no chão do hospital por falta de assistência oportuna.
Em nota oficial, o Grupo Chavantes afirmou que a sindicância será conduzida dentro dos protocolos éticos e legais, buscando esclarecer os fatos de forma transparente. A administração do hospital defendeu que segue diretrizes de segurança e protocolos clínicos voltados à saúde das gestantes, mas garantiu que está analisando os registros assistenciais de cada denúncia.
Além da apuração interna, o caso está sob a mira do Ministério Público, que investiga possíveis irregularidades e desrespeito à autonomia das gestantes no HMUT. A repercussão política também cresceu: cerca de 30 relatos de mães que passaram por situações semelhantes nos últimos anos foram encaminhados ao MP por representantes do Legislativo municipal. Até o momento, não foi divulgado um prazo para a conclusão das investigações internas.

