O Ministério Público de São Paulo (MPSP) ingressou com um recurso para anular a decisão do Tribunal do Júri que absolveu, nesta semana, um dos acusados de envolvimento no assassinato do advogado Leonardo Bonafé. O crime, ocorrido em agosto de 2024 no bairro Parque Três Marias, em Taubaté, teve grande repercussão regional. A Promotoria sustenta que o julgamento foi marcado por nulidades graves e contradições nas respostas dos jurados.
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Argumentos da Promotoria
A promotora Raissa Nunes de Barros Maximiliano aponta que houve irregularidades durante os debates orais e na votação. Segundo o recurso, a defesa teria apresentado informações inexistentes nos autos para influenciar o Conselho de Sentença. Além disso, o MPSP destaca uma contradição lógica: os jurados teriam reconhecido a participação do réu na logística do crime — ele seria o responsável por receber e repassar o veículo usado na execução — mas, ainda assim, votaram pela absolvição.
Outro ponto crítico mencionado é a ocorrência de erro material. Uma das juradas teria admitido ter votado erroneamente antes da proclamação do resultado, o que, somado a supostas falhas no sigilo do voto e na incomunicabilidade do grupo, comprometeria a validade do veredito.
Próximos passos judiciais
Com o recurso, o Ministério Público não busca uma condenação imediata, mas sim a realização de um novo júri com um novo Conselho de Sentença. O acusado em questão não é apontado como o autor dos disparos, mas como peça essencial na preparação da emboscada que vitimou o advogado de 25 anos. Caso a Justiça aceite os argumentos do MPSP, a absolvição será anulada e uma nova data de julgamento será marcada. Até o momento, a defesa do réu não se manifestou oficialmente sobre o recurso.

