O esporte brasileiro perdeu nesta sexta-feira (17) um de seus maiores ícones. Oscar Schmidt, a lenda do basquete conhecida mundialmente como “Mão Santa”, faleceu aos 68 anos em Santana de Parnaíba (SP). O ex-jogador, que lutava há 15 anos contra um tumor cerebral, teve um mal-estar em sua residência e chegou a ser levado ao Hospital Municipal Santa Ana, mas não resistiu.
Trajetória de recordes e lealdade à Seleção
Oscar eternizou a camisa 14 e construiu uma carreira que desafiou as fronteiras do esporte. Maior cestinha da história do basquete com 49.737 pontos, ele superou marcas de lendas da NBA como Kareem Abdul-Jabbar. Mesmo draftado pelo New Jersey Nets em 1984, Oscar abriu mão de jogar na liga americana para não perder o direito de defender a Seleção Brasileira — na época, atletas da NBA eram proibidos de atuar em competições da FIBA.
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Pelo Brasil, sua maior glória foi a histórica medalha de ouro no Pan-Americano de Indianápolis, em 1987, quando o Brasil impôs a primeira derrota dos Estados Unidos em casa. Em Olimpíadas, Oscar participou de cinco edições, sendo o maior cestinha da história da competição em Seul 1988, com 338 pontos.
Legado nos clubes e reconhecimento global
Iniciado no Palmeiras e campeão mundial pelo Sírio em 1979, Oscar também brilhou na Europa, especialmente na Itália, onde é ídolo no JuveCaserta e no Pavia. No Brasil, encerrou sua carreira defendendo times de massa como Corinthians e Flamengo. Tamanha foi sua importância que ele integra os dois principais Halls da Fama do basquete: o da FIBA e o da NBA (Naismith Memorial), feito raríssimo para quem nunca atuou nos EUA.
Fora das quadras, sua luta contra o câncer cerebral desde 2011 tornou-se um exemplo de resiliência e otimismo. A assessoria do atleta informou que o velório será fechado, respeitando a privacidade da família neste momento de dor.

