praça santa terezinha em taubatéFoto: Igor Raphael/Portal Inside

A Prefeitura de Taubaté informou nesta quinta-feira (2) que a morte de Lucas Matheus, de 12 anos, ocorrida no último dia 4 de março, não foi causada por febre amarela. O novo diagnóstico revisa a confirmação inicial divulgada no fim de março, que apontava o caso como o primeiro óbito pela doença na cidade em 2026.

Reavaliação técnica e causa do óbito

A revisão do caso foi conduzida pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, em conjunto com o Ministério da Saúde, após solicitação da Vigilância Epidemiológica municipal. A análise técnica final concluiu que a causa da morte foi um choque séptico, possivelmente de origem pulmonar.

O laudo anterior, emitido pelo Instituto Adolfo Lutz, havia associado o óbito à febre amarela. No entanto, a declaração de óbito original já mencionava o choque séptico, inicialmente correlacionado à Covid-19, uma vez que familiares do jovem também testaram positivo para o coronavírus no mesmo período.

Impacto na saúde pública e vacinação

Apesar do descarte da doença neste caso específico, a Prefeitura de Taubaté ressaltou que as ações de bloqueio e prevenção realizadas nos bairros Residencial Bardan e Ana Rosa foram mantidas durante o período de investigação. A medida visou garantir a segurança da comunidade diante da suspeita inicial.

As autoridades de saúde aproveitaram o anúncio para alertar sobre os índices críticos de imunização na cidade:

  • Cobertura atual: 34,35% da população vacinada.
  • Meta ideal: 95% de cobertura vacinal.
  • Histórico regional: Em 2025, o Vale do Paraíba registrou 28 notificações e duas mortes confirmadas por febre amarela (em Caçapava e Santo Antônio do Pinhal).

Repercussão e luto

A morte de Lucas Matheus gerou forte comoção em Taubaté. Nas redes sociais, a mãe do adolescente relatou o sofrimento do filho e cobrou transparência sobre o atendimento médico recebido na fase inicial dos sintomas. Em nota oficial, o município manifestou solidariedade à família e reiterou a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada nas unidades básicas de saúde.

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By Igor Raphael

Igor Raphael é jornalista e colunista, atual acadêmico de Direito na UNITAU, com atuação voltada à cobertura política e cotidiana do Vale do Paraíba e Nacional. Desenvolve análises sobre decisões do poder público, bastidores institucionais e comunicação política, aliando apuração factual à leitura crítica do cenário público. Ao longo de sua trajetória, tem se dedicado ao acompanhamento de temas de interesse coletivo, com foco na realidade regional, valorizando a pluralidade de fontes, o debate qualificado e a responsabilidade editorial.