camara de taubaté - igor raphaelFoto: Igor Raphael/Portal Inside

A Mesa Diretora da Câmara de Taubaté protocolou, nesta segunda-feira (30), um projeto de lei que visa criar o auxílio-transporte para todos os funcionários do Legislativo. A proposta beneficia tanto os servidores de carreira quanto os assessores comissionados dos vereadores. Se aprovado, o novo benefício representará um impacto de R$ 927 mil nos cofres públicos ainda em 2026, saltando para R$ 1,29 milhão em 2027.

Valores e estrutura do benefício

Pelo texto apresentado, cada um dos 183 servidores da Casa receberia mensalmente o valor correspondente a duas UFMTs (Unidades Fiscais do Município de Taubaté). Com a unidade cotada em R$ 281,52 este ano, o auxílio começaria em R$ 563,04 creditados diretamente na folha de pagamento. Como a UFMT é reajustada anualmente pela inflação, o valor do benefício também subirá automaticamente todos os anos.

A Mesa Diretora, composta pelos vereadores Richardson da Padaria (União), Bobi (PRD), Bilili de Angelis (PP), Dentinho (PP) e Ariel Katz (PDT), justifica que a medida busca garantir "condições dignas de deslocamento" e promover o bem-estar no ambiente de trabalho. No entanto, o projeto surge em um momento em que a prefeitura, sob gestão de Sérgio Victor (Novo), alega enfrentar uma crise financeira severa e aplica medidas de contenção de gastos em outras áreas da administração municipal.

Acúmulo de auxílios no Legislativo

Se a proposta for aprovada, o auxílio-transporte será o terceiro benefício direto pago aos servidores da Câmara. Atualmente, os funcionários já contam com:

  • Auxílio-alimentação: Equivalente a 5 UFMTs (R$ 1.407,60 por mês).
  • Auxílio-saúde: Varia de R$ 281,52 a R$ 844,56, dependendo da faixa salarial, com acréscimos extras para cônjuges e filhos.

Com a somatória dos benefícios existentes e do novo auxílio proposto, um servidor da Câmara passaria a receber, apenas em auxílios, valores que podem superar os R$ 2.500,00 mensais, além do salário base. A proposta agora deve passar pelas comissões permanentes da Casa antes de seguir para votação em plenário.

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By Igor Raphael

Igor Raphael é jornalista e colunista, atual acadêmico de Direito na UNITAU, com atuação voltada à cobertura política e cotidiana do Vale do Paraíba e Nacional. Desenvolve análises sobre decisões do poder público, bastidores institucionais e comunicação política, aliando apuração factual à leitura crítica do cenário público. Ao longo de sua trajetória, tem se dedicado ao acompanhamento de temas de interesse coletivo, com foco na realidade regional, valorizando a pluralidade de fontes, o debate qualificado e a responsabilidade editorial.