A Prefeitura de Taubaté emitiu um comunicado oficial para alertar os moradores sobre uma nova modalidade de estelionato que está ocorrendo na cidade. Criminosos estão se passando por funcionários municipais para enganar contribuintes durante a suposta entrega dos carnês do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de 2026.
Segundo o alerta, os golpistas abordam as vítimas em suas residências utilizando crachás e portando informações pessoais para transmitir credibilidade. A estratégia consiste em afirmar que estão entregando o documento oficial e, em seguida, cobrar uma taxa de baixo valor, geralmente solicitando que o pagamento seja feito por meio de cartão de crédito ou débito.
A administração municipal enfatiza que não realiza nenhum tipo de cobrança presencial no ato da entrega dos carnês. A orientação é clara: o cidadão jamais deve efetuar pagamentos a desconhecidos na porta de casa, nem entregar cartões ou digitar senhas em maquininhas levadas por essas pessoas.
Como funciona a entrega oficial
Para evitar cair em fraudes, é fundamental que a população conheça o cronograma e os meios oficiais de distribuição do imposto:
- Correios: Os carnês físicos são enviados exclusivamente pelos Correios. A distribuição domiciliar tem previsão de início para a primeira quinzena de março, chegando de forma gradual aos endereços cadastrados.
- Internet: Caso o morador prefira não esperar pelo papel, a guia digital já pode ser emitida diretamente no portal oficial da Prefeitura (www.taubate.sp.gov.br/tributosmunicipais2026)
Recomendações de segurança e canais de denúncia
A Secretaria de Finanças recomenda que o munícipe desconfie imediatamente de qualquer pressão para pagamentos imediatos, mesmo que a quantia pareça irrelevante. Outra dica importante é nunca permitir que terceiros manuseiem seu cartão ou visualizem a digitação da senha.
Caso um morador seja abordado por um desses suspeitos, a orientação é interromper o contato e acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. Se possível, anotar características físicas do indivíduo ou a placa do veículo utilizado pode ajudar nas investigações. Para quem já foi vítima e sofreu prejuízo financeiro, o passo imediato deve ser o contato com o banco para bloqueio de contas e a elaboração de um boletim de ocorrência na Polícia Civil.

