O cinema nacional viveu uma noite de consagração internacional neste domingo (11), em Los Angeles. Durante a cerimônia do Globo de Ouro, o Brasil conquistou dois prêmios de grande prestígio: Wagner Moura venceu como "Melhor Ator em Filme de Drama" e a obra "O Agente Secreto" foi eleita o "Melhor Filme em Língua Não-Inglesa".
Aos 49 anos, Wagner Moura superou nomes de peso de Hollywood, como Michael B. Jordan e Jeremy Allen White, tornando-se o primeiro brasileiro a vencer nesta categoria específica. Ao subir ao palco, sob aplausos de estrelas como Julia Roberts e Adam Sandler, o ator fez um discurso emocionado. Ele destacou o talento do diretor Kleber Mendonça Filho e ressaltou que, embora traumas possam ser passados entre gerações, valores positivos também podem. Finalizou sua fala em português, saudando o público e a cultura brasileira.
Retorno ao topo após quase três décadas

A vitória de "O Agente Secreto" como melhor filme internacional marca o retorno do Brasil ao topo desta categoria após um hiato de 27 anos — o último título brasileiro a vencer foi "Central do Brasil", em 1999. O diretor Kleber Mendonça Filho, ao receber a estatueta, dedicou o prêmio aos jovens cineastas e celebrou a parceria com Moura, classificando-o como um grande ator e amigo.
O filme, que também concorreu na categoria de "Melhor Filme de Drama" (vencida por "Hamnet"), é ambientado em 1977, durante a ditadura militar. A trama acompanha Marcelo, um cientista em Pernambuco que passa a ser perseguido após confrontar interesses da indústria de energia. A obra já foi selecionada para representar o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar.
Repercussão e sequência de sucessos
O triunfo deste ano segue uma trajetória recente de reconhecimento do cinema brasileiro no Globo de Ouro. Em 2025, a atriz Fernanda Torres já havia conquistado o prêmio de "Melhor Atriz de Drama" por sua atuação em "Ainda Estou Aqui".
Nas redes sociais, a vitória de Wagner Moura gerou uma onda de celebração entre colegas de profissão. Lázaro Ramos, amigo de longa data do ator, destacou a trajetória de Moura desde a adolescência, enquanto atrizes como Mariana Ximenes e Paolla Oliveira exaltaram a potência da arte nacional. A conquista é vista por especialistas e artistas como uma prova da capacidade da cultura brasileira em atravessar fronteiras e emocionar o público global.

